Criação com Apego, vamos dormir juntinhos?

Se é o início, ou faz parte da disciplina positiva, o certo é que a Criação com Apego sempre gera polêmica. Muitos pais acreditam que ela deixa a crianca dependente emocionalmente dos pais, e utiliza práticas que podem influenciar no relacionamento afetivo dos pais, como a cosleeping, ou, cama compartilhada.

Mas a verdade é que dos princípios básicos da criação com apego, muitos pais já fazem de forma automática, o que de certa forma dá créditos para a técnica. Como ela engloba desde a decisão dos pais de terem filhos, sua preparação, parto e criação, vale a pena conferir e desmistificar esses mitos.

Ao começar a preparação da gravidez, toda mãe procura informações sobre sua saúde, as formas de parto e tudo que envolva a chegada deste bebê. No momento em que os pais se envolvem nesses estudos, já demonstram extremo interesse em atender as necessidades desta criança, mesmo que os cuidados no primeiro momento cerquem a mãe (que como é elemento essencial para o bebê, também faz parte dos interesses dele). A filosofia da criação com apego não prega que o parto natural seja essencial, mas é recomendado que o bebê nasça da forma mais natural possível, fortalecendo seu vínculo com sua mãe. E como ocorre no parto normal ou cesárea, a amamentação deve ser iniciada nos primeiros momentos de vida.

O ato de amamentar em sim já é uma demonstração de afeto e atendimento das necessidades do bebê, que nesta fase comunica-se exclusivamente através do choro. Choro este que não deve ser ignorado para que o bebê entre em uma rotina imposta pelos pais. Não atender os chamados do filho não fará que seu cérebro entenda que ele precisa esperar mais 30 minutos, ele entenderá a mensagem mais simples, “não conte comigo agora”.

Não quer dizer também que você não precise aprender a identificar os tipos de choro do seu filho, mas é provavél que dar um colo e amamentar acalente um choro de medo, de fome, de saudades de uma só vez. Então, usar o colo e o carinho abundantemente reforçará para o bebê sua relação de afeto com ele. Esse colo não vicia, e deve ser oferecido até quando não couber mais (que é na fase adulta..rsrs). Quando não couber, deite junto para ler uma história, faça carinhos e brinque com eles. Seu colo deve ser o local de segurança, referência, companhia, estímulo e muito mais.

A questão da cama compartilhada, que muitos acreditam ser o fundamental da criação com apego e também que seja terrível para o relacionamento do casal, nada mais é do que uma forma de prolongar este conforto que o colo oferece, e ainda garantir que a noite não seja temida pela criança. Com o tempo, sua criança sentirá segura com seu corpo e seu espaço, e vai receber sua cama e seu quarto com muita tranquilidade.

A criação com apego também sugere que a família esteja em equilíbrio em todos os momentos. É preciso ter atividades de lazer para os adultos e para as crianças. Encaixar as crianças em ambientes adultos não é favorável.

As críticas mais comuns são relacionadas à cama compartilhada, ao fato de o mundo girar em torno da criança e a necessidade de ter tempo para aplicá-la. Na verdade, a cama é compartilhada por um período, mas outros ambientes da casa não. O mundo não gira em torno da criança deixando ela mimada, pois a disciplina positiva incentiva a criança e ser responsável por suas ações, e por último e como já dito, não é necessário aplicar todos os conceitos desta ou daquela filosofia na criação dos seus filhos. Na verdade, é preciso seguir sempre o instinto materno e paterno para escolher os caminhos a serem seguidos.

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