Vídeo novo! Hoje com dicas sobre amamentação! Se você está com dor para amamentar, confira as dicas passadas pela Rosane Baldissera sobre leite empedrado na mama.
Uma das grandes dificuldades das mamães é quando o leite empedra, isso faz com que a mama fique dura e doa, mas isso é um problema que tem solução! Não precisa pensar em desmamar o bebê não.
Aproveite as dicas e curta o momento de amamentar seu bebê!
Olá mamães, hoje tem vídeo novo no canal, para estreiar a coluna “Dica do especialista”, vamos começar a trazer alguns profissionais para dar uma super dica para você!
Hoje temos a participação da Ana Carolina Terrazan, ela é nutricionista materno infantil, e vai passar algumas dicas do que não se deve consumir durante a gestação.
Iurru, oba, iupi! Finalmente criei coragem e resolvi criar um canal do blog no YouTube!
Aproveite e clique para se inscrever no canal blogsoumae!
Esse é o primeiro vídeo do canal, onde respondo a TAG: Mãe de primeira viagem.
As perguntas são:
1. Você trabalha fora ou é dona de casa?
2. Você gostaria que fosse diferente (referente a pergunta acima)?
3. Você compartilha a cama com seu filho (a)?
4. Um produto de bebê que você não vive sem
5. Quantos filhos vocês pretendem ou planejam ter?
6. Date night? Já teve uma noite a sós para passear com o marido?
7. Qual o programa favorito do seu filho? Ou Atividade ou brinquedo?
8. Diga uma coisa que comprou antes de ter seu filho (a) mas que nunca usou.
9. A comida favorita do seu filho (a)
10. Quantos carros sua família tem?
11. Peso antes da gravidez, quanto ganhou na gravidez e quanto perdeu depois da gravidez.
12. Férias dos sonhos com seu filho (a)
13. Férias dos sonhos sem seu filho (a)
14. Como sua vida mudou desde que seu filho (a) nasceu?
15. Termine a frase: Meu coração derrete quando meu filho (a)…
16. Aonde você compra coisas (roupas e afins) para seu filho (a)?
17. Produto favorito de maquiagem e pele para mamãe.
18. Fraldas fashion, sim ou não?
19. Você sempre quis ter filhos?
20. Qual a melhor parte de ser mãe?
As Aventuras de uma Caixa de Papelão: Imaginação, Criatividade e o Melhor Brinquedo do Mundo
Existe um vídeo que circulou pela internet em 2011 — criado para o Nokia Shorts — que até hoje reaparece com regularidade nas timelines de pais e educadores. É simples: um menino, uma caixa de papelão, e uma quantidade infinita de imaginação. Em poucos minutos, a caixa se transforma em nave espacial, castelo, submarino, máquina do tempo. O vídeo não ficou famoso à toa — ele captura algo que todo pai e toda mãe reconhece: a capacidade que as crianças têm de criar mundos inteiros a partir de quase nada.
E o melhor de tudo? Você provavelmente tem uma caixa de papelão guardada em algum canto da casa agora mesmo.
O vídeo: As aventuras de uma caixa de papelão
O vídeo original foi criado em 2011 para o Nokia Shorts e, apesar de antigo, continua sendo um dos melhores registros já feitos sobre o poder da brincadeira imaginativa. Assista antes de continuar lendo — vale cada segundo:
O que torna o vídeo tão poderoso é justamente a simplicidade. Não há efeitos especiais elaborados, não há brinquedos caros — há uma criança, uma caixa, e a câmera que registra o que acontece quando deixamos as crianças brincarem livremente. O universo que o menino cria na sua imaginação é muito mais rico do que qualquer brinquedo eletrônico poderia oferecer.
Por que a caixa de papelão é o melhor brinquedo do mundo
Existe até um prêmio chamado Toy Hall of Fame, nos Estados Unidos, que todo ano consagra brinquedos icônicos da história. Em 2005, a caixa de papelão entrou para o hall da fama — ao lado do Lego, da Barbie, da bicicleta e do ioiô. Não é piada, nem coincidência.
A razão é simples: a caixa de papelão não define o que a criança deve fazer com ela. Ela é o que a criança quiser que ela seja. Essa característica — que os especialistas em desenvolvimento infantil chamam de “abertura” do brinquedo — é exatamente o que estimula a criatividade.
Brinquedos muito específicos (um carro que faz barulho ao apertar um botão, por exemplo) definem a interação — a criança aperta e ouve o barulho. A caixa de papelão não define nada. Ela convida a criança a inventar, e é nessa invenção que o cérebro em desenvolvimento trabalha mais — e melhor.
Há também o fator acessibilidade. A caixa de papelão não custa nada. Está disponível para todas as famílias, em todos os contextos econômicos. É um dos poucos “brinquedos” genuinamente democráticos.
Outro aspecto importante é a durabilidade do engajamento. Você provavelmente já viu uma criança ganhar um presente caro e brincar mais com a caixa do que com o presente em si — isso não é ingratidão, é inteligência. A criança instintivamente percebe que a caixa oferece mais possibilidades criativas do que o brinquedo pré-determinado. Ela vai onde a mente pode trabalhar mais.
E tem mais: a caixa de papelão é intrinsecamente colaborativa. Diferentemente de muitos videogames ou brinquedos eletrônicos, a construção com papelão convida outros — irmãos, primos, amigos — a participar. O resultado quase sempre é uma brincadeira conjunta, com negociação de ideias, divisão de tarefas e colaboração natural. Habilidades sociais sendo desenvolvidas enquanto constroem uma nave espacial. Impossível não amar.
O que o brincar criativo desenvolve nas crianças
Quando uma criança pega uma caixa de papelão e transforma em castelo, ela não está “só brincando”. Ela está exercitando um conjunto impressionante de habilidades:
Imaginação e pensamento criativo
A criança precisa conceber algo que não existe — imaginar como a caixa vai ficar, o que vai representar, como vai funcionar. Esse processo é a base do pensamento criativo que vai usar ao longo de toda a vida.
Resolução de problemas
Como fazer a porta se abrir? Como fixar as paredes? Como fazer a janela? Cada desafio construtivo é um problema para resolver — e a criança aprende que os problemas têm soluções quando você pensa com criatividade.
Linguagem e narrativa
A brincadeira de faz-de-conta quase sempre vem acompanhada de narrativa — a criança conta para si mesma (e para quem está perto) o que está acontecendo na história que ela criou. Isso desenvolve vocabulário, estrutura narrativa e expressão verbal.
Coordenação motora
Cortar, dobrar, colar, pintar — tudo que envolve transformar a caixa em algo é exercício de coordenação motora fina. Muito mais rico do que apertar botões.
Autonomia e autoconfiança
Quando a criança cria algo do zero e vê o resultado, ela aprende que é capaz de fazer coisas. Essa é uma fonte poderosa de autoconfiança — especialmente quando o adulto celebra o processo, não apenas o resultado.
Regulação emocional
A brincadeira imaginativa também é um espaço seguro para a criança processar emoções. Ela pode encenar situações que a preocupam, dar poder a personagens que de outra forma seriam assustadores, resolver conflitos em um contexto controlado. Estudos em psicologia do desenvolvimento mostram que crianças que têm espaço para o faz-de-conta desenvolvem maior capacidade de regulação emocional na vida real.
Concentração e foco
Observe uma criança profundamente envolvida em uma construção de papelão. Ela não ouve quando chamam, não sente o tempo passar — esse é um estado que os psicólogos chamam de “fluxo” (flow), e é um dos estados mais produtivos que o cérebro humano pode alcançar. Crianças que praticam brincadeiras longas e imersivas desenvolvem capacidade de foco que vai ser valiosa nos anos escolares.
Pensamento espacial
Transformar uma caixa bidimensional (planificada) em uma estrutura tridimensional exige raciocínio espacial. Essa habilidade — que é preditora do desempenho em matemática, geometria e ciências — é exercitada de forma completamente natural quando a criança dobra, recorta e monta.
20 ideias do que fazer com caixas de papelão
Se você tem caixas em casa e não sabe por onde começar, aqui vai inspiração:
Casa de bonecas com vários andares
Castelo medieval com torres e ponte levadiça
Nave espacial com painel de controle
Carro com volante, pedais e buzina de papelão
Submarino com visor recortado
Máquina do tempo com botões feitos de tampinhas
Teatro de fantoches (a caixa vira o palco)
Cozinha infantil com fogão e forno recortados
Casinha para o cachorro ou gato
Trem com vagões empilhados
Labirinto para bolinhas de gude
Castelo para dinossauros ou bichinhos de pelúcia
Armadura de cavaleiro medieval
Loja de brinquedos com prateleiras
Aquário com peixinhos desenhados e pintados
Fazenda com cercados e animaizinhos de papel
Robô com caixas de diferentes tamanhos
Cidade em miniatura com ruas e prédios
Foguete para explorar o espaço
Cabana secreta para ler livros e guardar tesouros
Sugestões por faixa etária
A complexidade da brincadeira muda com a idade — mas a caixa de papelão serve em todas as fases:
1 a 2 anos
A caixa como espaço físico: entrar e sair, bater na lateral, esconder dentro. Bebês adoram explorar espaços com o próprio corpo. Uma caixa grande vira um “castelo” pela simples experiência de estar dentro.
3 a 5 anos
A caixa como personagem de faz-de-conta. Com mínima intervenção do adulto (um recorte de janela, um pouco de tinta), a caixa pode ser nave, carro, casinha. A criança lidera a narrativa.
6 a 9 anos
Projetos mais elaborados: casas de bonecas com mobília de papelão, cidades em miniatura, labirintos. A criança já tem coordenação para usar cola, tesoura e tinta com mais autonomia.
10 anos em diante
Engenharia criativa: construções complexas, mecanismos simples, projetos que envolvem planejamento. Muitas crianças dessa faixa adoram desafios mais técnicos — reproduzir uma construção que viram, criar algo funcional.
Como estimular a brincadeira criativa em casa
A caixa de papelão é um ponto de partida — mas existem outras formas de cultivar o ambiente criativo em casa:
Tenha materiais disponíveis: tesoura sem ponta, cola, tinta lavável, fita crepe colorida, papéis de diferentes tipos. Deixar os materiais acessíveis (não trancados em uma gaveta que só a mãe abre) sinaliza para a criança que criar é permitido.
Tolere a bagunça: criatividade é bagunçada. Um ambiente muito limpo e organizado pode inibir a criança. Reserve um espaço onde a bagunça temporária é aceita.
Não dirija a brincadeira: ofereça a caixa e os materiais e recue. A tentação de “ajudar” a fazer ficar mais bonito é real — mas é na superação dos desafios que o aprendizado acontece.
Celebre o processo: “Que ideia legal fazer a janela assim!” funciona melhor do que “Ficou lindo!” porque valida a decisão criativa da criança, não apenas o resultado estético.
Reduza o tempo de tela: não como punição, mas como espaço. Crianças entediadas criam. O tédio, paradoxalmente, é o gatilho da criatividade.
Brinquedos que estimulam a criatividade
Além da caixa de papelão, há brinquedos que funcionam da mesma forma — abertos, sem resposta correta, que convidam a criar:
Blocos de construção e Lego (aberto, possibilidades infinitas)
A partir de qual idade as crianças podem brincar com caixas de papelão?
Desde bebês — a caixa como espaço para explorar com o corpo já é válida para crianças de 1 ano. À medida que crescem, a complexidade da brincadeira aumenta naturalmente. Para crianças muito pequenas, supervisão adulta é necessária para evitar riscos de borda ou queda dentro de caixas grandes.
Como eu posso participar da brincadeira sem dominar?
Faça perguntas em vez de dar soluções: “O que você acha que poderia funcionar aqui?” “Como você quer que fique essa parte?” Sua presença é bem-vinda; sua solução, nem sempre. Deixe a criança liderar e você segue.
Preciso comprar materiais especiais?
Não. Cola branca, fita crepe, papéis de jornal, tampinhas de garrafa, rolinhos de papel toalha — o reaproveitamento funciona muito bem e tem o bônus de ensinar sustentabilidade na prática.
E se a criança desistir da caixa depois de 5 minutos?
Isso é completamente normal, especialmente com crianças menores. Não force a continuidade. Se ela voltou à caixa no dia seguinte, ótimo. Se não voltou, a caixa cumpriu seu papel por 5 minutos — e esses 5 minutos de brincadeira imaginativa têm valor real.
Onde posso encontrar mais ideias de brinquedos feitos com materiais recicláveis?
Aqui no Sou Mãe temos um post completo com ideias de brinquedos com caixas de papelão e também dicas de como reaproveitar garrafas PET para criar brinquedos — vale conferir!
Conclusão
O vídeo do menino e a caixa de papelão virou clássico porque toca em algo universal: a memória de ter brincado assim, de ter transformado o ordinário em extraordinário com a força da imaginação. Se você ainda não mostrou esse vídeo para seus filhos, faça isso hoje. E depois — ponha uma caixa de papelão no chão da sala e recue.
O que acontece a seguir não vai ter preço nenhum.
E se precisar de mais inspiração depois da caixa de papelão, aqui no Sou Mãe tem um post completo com dicas de brinquedos para se fazer com caixas de papelão — muito mais ideia criativa para explorar com seus filhos. Use a criatividade e divirta-se!
Vale também pensar na brincadeira com caixa de papelão como uma pausa intencional das telas. Não como punição, mas como uma alternativa genuína que as crianças descobrem gostar quando têm a oportunidade. Muitos pais relatam que, depois de uma tarde intensa de construção com papelão, as crianças voltam às telas muito menos ansiosas — porque satisfizeram algo que o conteúdo passivo não consegue: a necessidade de criar, de fazer, de deixar uma marca no mundo.
A brincadeira livre, imaginativa e com materiais simples é uma das maiores heranças que você pode dar para seus filhos. Não precisa de dinheiro, não precisa de planejamento elaborado — precisa de presença, de permissão para bagunçar, e de uma caixa de papelão esperando no canto da sala. O resto a criança resolve.
A Magia do Natal para Crianças: Como Contar o Primeiro Natal e Celebrar com Significado
O Natal tem um jeito especial de existir em camadas. Há a camada das luzes, dos presentes, dos pijamas combinando e dos enfeites na árvore — aquela camada que as crianças adoram e que faz os olhos brilharem antes mesmo de chegarem as 6 da manhã do dia 25. E há uma camada mais funda: a do significado, da generosidade, do amor que está na raiz da data. Como pais, sabemos que ambas as camadas importam. O desafio é manter as duas vivas ao mesmo tempo.
Este post é um convite para pensar sobre como celebrar o Natal de forma que a magia não seja apenas a do consumo, mas a da história que deu origem à data — contada de um jeito que as crianças entendam, sintam e guardem. Inclui atividades, sugestões de livros e filmes, e a linda história do Primeiro Natal contada pelas próprias crianças.
A dupla magia do Natal
Existe uma tensão real no Natal com filhos pequenos: por um lado, você quer manter a magia do Papai Noel, da árvore, dos presentes — aquela magia de infância que você provavelmente guarda com carinho da própria experiência. Por outro lado, você sente que há algo mais importante a transmitir, uma mensagem que vai além dos brinquedos.
A boa notícia é que essa tensão é falsa. As duas magias podem coexistir — e, na verdade, a segunda enriquece a primeira. Quando uma criança entende que o Natal celebra um amor tão grande que se tornou uma história para o mundo inteiro, os presentes ganham outro significado: eles se tornam gestos desse amor, não apenas objetos desejados.
O segredo está na forma de contar. Não em sermões ou em retirar o encanto — mas em acrescentar camadas à celebração que as crianças já amam.
O Primeiro Natal contado pelas crianças
Uma das formas mais tocantes de apresentar a história do Natal para crianças é deixar que outras crianças a contem. Há algo poderoso na perspectiva infantil sobre eventos grandes — uma simplicidade e uma sinceridade que nenhum adulto consegue replicar.
O vídeo abaixo é exatamente isso: a história do Primeiro Natal, com suas estrelas, magos, pastores e um recém-nascido em uma manjedoura, contada com as palavras e a seriedade cômica de crianças pequenas. É uma maneira doce e genuinamente tocante de compartilhar a essência do Natal com seus filhos:
Depois de assistir juntos, a conversa geralmente começa naturalmente. As crianças têm perguntas — sobre a estrela, sobre por que nasceu numa manjedoura, sobre os magos e seus presentes. Essas perguntas são oportunidades, não inconveniências. Siga aonde elas levarem.
Atividades para aprofundar a história
O vídeo é um ponto de partida. Aqui estão algumas atividades que aprofundam a experiência:
Discussão em família
Depois de assistir ao vídeo, sente-se em roda e pergunte: “O que você achou mais bonito na história?” Não dirija a conversa para uma resposta “certa” — deixe cada criança compartilhar o que tocou. Você pode se surpreender com o que elas captam.
Desenho da cena favorita
Peça para cada criança desenhar sua cena favorita do vídeo. O processo de traduzir o que viram em imagem ajuda a fixar a história de forma muito mais eficaz do que só assistir. Os desenhos podem decorar a casa ou compor um pequeno “livro de Natal” da família.
Encenação em casa
Crianças adoram encenar histórias. Improvise fantasias simples — um pano virado em manto, uma estrela de papel — e deixe-as encenar partes da história. A encenação é uma das formas mais antigas e eficazes de transmissão de narrativas, e crianças fazem isso naturalmente.
Presépio interativo
Se você tem um presépio em casa, envolva as crianças no processo de montar. Conte a história de cada peça conforme a coloca no lugar: “Aqui vem o anjo, que foi quem anunciou a notícia primeiro. Aqui estão os pastores, que foram os primeiros a chegar.” O presépio vira uma narrativa tridimensional que a criança pode manipular e revisitar.
A tradição da vela
Na véspera de Natal, acenda uma vela com as crianças e peça que cada um diga uma coisa pela qual é grato neste ano. Simples, rápido e poderoso. Esta tradição pode se tornar um dos rituais mais esperados da família.
Tradições natalinas com significado
Tradições são o que torna o Natal memorável a longo prazo — não os presentes específicos de cada ano, mas as coisas que se repetem e criam o tecido de memória da infância. Algumas sugestões:
O calendário do Advento feito em casa
Em vez de (ou além de) o calendário com chocolates, faça um com atividades ou mensagens. Cada dia de dezembro até o Natal, a criança abre um envelope com uma tarefa: “escreva uma carta para alguém que você não vê há tempo”, “doe um brinquedo que você não usa mais”, “faça um desenho para a vovó”. O Advento vira um processo de preparação ativa para o Natal.
A leitura anual
Escolha um livro de Natal que será lido sempre na mesma época. Pode ser um clássico como “Como o Grinch Roubou o Natal”, “O Expresso Polar” ou qualquer outro que ressoe com sua família. Ler o mesmo livro todo ano vira uma tradição afetiva que as crianças esperam.
Cozinhar juntos
Bolachas de gengibre, panetone caseiro, biscoitos decorados — qualquer receita que você faça com as crianças vira uma memória. O processo importa tanto quanto o resultado. (E os resultados tortos são os mais gostosos.)
A doação de Natal
Antes do Natal, envolva as crianças na escolha de algo para doar — uma caixa de alimentos, brinquedos em bom estado, roupas. Leve-as junto para entregar, se possível. A generosidade aprendida na prática tem um impacto muito maior do que qualquer conversa.
Livros de Natal para crianças
Livros são um dos melhores presentes do Natal — e também ótimas ferramentas para criar o clima da época. Alguns títulos que vale ter em casa:
O Expresso Polar (Chris Van Allsburg) — a história mágica do trem de Natal que é um clássico absoluto. Para crianças a partir de 4 anos.
Como o Grinch Roubou o Natal (Dr. Seuss) — a mensagem sobre o verdadeiro significado do Natal disfarçada numa história divertidíssima.
As Cartas de Papai Noel (J.R.R. Tolkien) — cartas ilustradas que o próprio Tolkien escrevia fingindo ser o Papai Noel, para seus filhos. Um tesouro literário.
O Presente de Natal (Ziraldo) — clássico brasileiro que trata com humor e carinho a expectativa dos presentes.
Em meio ao frenesi de compras e preparativos, é fácil esquecer que o que as crianças mais guardam da infância não são os brinquedos — são as experiências. A tarde fazendo biscoitos com a mãe. O pai lendo a história antes de dormir. A família reunida cantando.
Isso não significa que presentes não importam — importam, e está tudo bem que importem. Mas vale lembrar, especialmente no Natal, que a presença verdadeira — sem celular, sem distração, com atenção inteira — é o presente mais raro e mais valioso que você pode dar.
Uma ideia prática: no dia de Natal, estabeleça um período sem telas para toda a família. Mesmo que seja só duas horas. Brinquem com os presentes juntos. Contem histórias. Estejam presentes de verdade na presença.
Ensinando solidariedade no Natal
O Natal é uma das melhores épocas para introduzir conversas sobre desigualdade e solidariedade com as crianças, de forma adequada à idade. Não de forma pesada ou culpabilizante — mas de forma honesta e prática.
Com crianças pequenas (3-6 anos): “Nem todas as crianças ganham presentes no Natal. Por isso que a gente doa também.” Simples, concreto, suficiente.
Com crianças maiores (7-12 anos): “O que você acha que poderíamos fazer para que outra família tenha um Natal melhor?” Perguntas abertas geram mais engajamento do que afirmações — e dão à criança a sensação de agência.
Participar de uma ação de doação, visitar uma casa de acolhimento, preparar um cesto de alimentos — qualquer ação concreta que envolva a criança deixa uma marca mais duradoura do que qualquer discurso.
Quando as crianças perguntam sobre o Papai Noel
Em algum momento, a pergunta vem: “O Papai Noel é de verdade?” É um momento delicado, e não há resposta única certa. Algumas perspectivas que ajudam a pensar:
Para crianças pequenas que ainda acreditam completamente: preserve a magia enquanto ela durar. Não há pressa em desfazer — e a crença no Papai Noel não prejudica em nada o desenvolvimento das crianças.
Para crianças que começam a questionar: você pode responder com uma pergunta de volta — “O que você acha?” Muitas vezes elas querem confirmar que ainda podem acreditar, não necessariamente descobrir a verdade.
Para crianças que descobriram e estão processando: “O Papai Noel é a forma que a gente usa para celebrar a generosidade do Natal. E agora que você já sabe, pode ser um Papai Noel para os outros.” É uma passagem, não uma perda.
Perguntas Frequentes sobre o Natal com Crianças
Com que idade posso começar a explicar o significado do Natal para meu filho?
Desde muito cedo — a linguagem é que precisa ser adaptada. Para bebês e crianças de 1-2 anos, o Natal é cores, músicas, luzes e presença familiar. Para crianças de 3-4 anos, histórias simples já funcionam. A partir dos 5 anos, a criança já consegue entender a narrativa do Primeiro Natal com seus elementos principais.
Como equilibrar o Papai Noel com o significado religioso do Natal?
As duas coisas não precisam concorrer. O Papai Noel é a tradição cultural; o Natal é a celebração religiosa. Você pode celebrar ambos com sinceridade — um não apaga o outro. O importante é que a criança entenda que há uma história por trás da data, além dos presentes.
Meu filho é muito materialista no Natal. O que fazer?
É completamente normal — e não é problema de caráter. As crianças respondem ao que está mais visível, e o Natal comercial coloca os presentes no centro. O que ajuda é criar outras camadas igualmente envolventes: tradições, histórias, atividades. Com o tempo, essas memórias se tornam tão (ou mais) importantes quanto os presentes.
Quais atividades de Natal funcionam melhor para crianças de 3 a 5 anos?
Presépio interativo (montar junto, contar a história das peças), decoração da árvore, fazer biscoitos e decorá-los, assistir vídeos como o do Primeiro Natal e desenhar a cena favorita. Atividades simples, manuais e que envolvem os pais junto são as que mais marcam nessa faixa etária.
Como lidar com crianças que comparam os presentes com colegas?
Validando o sentimento sem alimentar a comparação: “Entendo que você queria aquele brinquedo. O que você ganhou que te deixou feliz?” Desviar para o que foi recebido, não para o que faltou. E lembrar que a abundância não é só de presentes — é de tempo juntos, de tradições, de histórias.
Conclusão
O Natal que as crianças guardam na memória não é o do catálogo de brinquedos — é o de acordar cedo e encontrar a família na sala, o cheiro de biscoito assado, a história contada à luz das velas, o momento de montar o presépio junto. São as camadas que você cria intencionalmente, ano após ano.
Desejo a você e à sua família um Natal abençoado — cheio de presença, de histórias e da magia que só acontece quando estamos verdadeiramente juntos. Que as tradições que você planta neste Natal sejam as que seus filhos vão lembrar quando forem adultos, e que vão querer repetir com os filhos deles. Esse é o legado mais bonito que uma família pode construir.