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como fazer picolé de leite materno

Como fazer picolé de leite materno? (sabia que alguns pediatras não recomendam?)

Será que pode fazer picolé de leite materno? Quais os riscos para a saúde do bebê? E como fazer o picolé de leite materno?

Que o leite materno é só vantagens a gente já sabe, afinal são muitas campanhas falando sobre o aleitamento materno e como o leite materno tem muitos benefícios para o bebê e para a mamãe, sem falar é claro para o orçamento familiar, e você sabia que o leite materno pode ser congelado? E pode virar picolé! Isso mesmo, picolé de leite materno!!!

Ideal para ser consumido no verão ou quando os dentinhos começam a nascer e a incomodar bastante, essa é uma boa hora de entrar em cena o “peitolé” ou “tetolé” (como é chamado popularmente) o nome até pode ser muito engraçado mas não diminui o quanto ele é um sucesso nos dias quentes de verão. Afinal só porque se é bebê não se pode aproveitar o prazer de tomar um picolé geladinho!? Sem discriminação com a ala baby, vamos aprender a fazer um delicioso picolé de leite materno.

Aqui nesse artigo você vai encontrar:

  • Como fazer picolé de leite materno?
  • Cuidados que você deve ter para o preparo e armazenamento do picolé de leite materno
  • Entenda os motivo de alguns pediatras não recomendarem fazer o picolé de leite materno
  • O pediatra José Colleti Júnior, Pediatra do Hospital Santa Catarina (SP) fala sobre esse assunto.

Como fazer picolé de leite materno?

Você precisa fazer a ordenha do leite materno (com todos os cuidados de higiene que já devem ser respeitados na hora de fazer a ordenha normal), depois você irá colocar em uma forminha própria para picolé que deve estar devidamente higienizado, deixar gelar e depois oferecer para o bebê, com supervisão!

Alguns cuidados que você deve ter para o preparo e armazenamento do picolé de leite materno:

  • Antes de iniciar o procedimento de ordenha, lave bem as mãos com água e sabão neutro, para evitar contaminação;
  • A ordenha pode ser feita de duas formas: manual e com bombas (manual e elétrica). Se optar em fazer pelo modo manual, você precisa massagear bem as mamas e encaixar uma das mãos em forma de “C” embaixo da mama e com a outra mão “empurrar” o leite da parte externa até a interna dos seios. Caso sua opção seja pelas bombas tanto a elétrica quanto a manual não esqueça que elas precisam ser esterilizadas antes do processo de ordenha;
  • Após a ordenha do leite materno, quando for colocar nas forminhas, lembre-se de fazer a esterilização das mesmas: encha uma panela com água, espere ferver e deixe o recipiente, no caso as forminhas em água fervente por 15 minutos. Ou também podem ser usados os esterilizadores elétricos ou os de microondas para fazer a esterilização, que são os mesmos usados para esterilizar chupetas e mamadeiras;
  • Quando for colocar o leite materno nas forminhas, deixe um espaço entre o líquido e a borda do picolé, pois ele pode aumentar de volume após congelado.

Você pode armazenas em vários recipientes e congelar no freezer. Lembrando de sempre oferecer ao bebê com supervisão.


Aproveite e confira:


Mas também é importante que as mamães estejam cientes do que os pediatras falam a respeito desse assunto.

A maioria dos pediatras não recomendam esse tipo de “picolé” de leite materno, eles vêem como um modismo entre as mamães e eles explicam alguns dos motivos da rejeição nesse assunto:

O bebê é programado para receber os alimentos na temperatura do nosso corpo humano, ou seja, 37 graus, não havendo assim a necessidade de “refrescar” o bebê com um picolé. Até por isso que muitos bebês rejeitam o leite materno após a ordenha quando é oferecido em mamadeira, copo, sonda, não só pela mudança de bico mas também pela temperatura que se altera após a ordenha. Muitas mães precisam realizar a ordenha e o armazenamento ou congelamento do leite materno por questões de trabalho, saúde, etc, mas eles rejeitam fazer isso sem uma necessidade real, ou seja não faz sentido manipular o leite materno apenas para fazer um picolé que de fato não é uma necessidade do bebê, pois todas as vezes que o leite materno é manipulado há grandes riscos de contaminação e também de perda de nutrientes, a melhor forma do bebê ingerir o leite materno é pela sucção do peito.

Outra questão levantada é que existe uma possibilidade (embora nessa questão há alguma controvérsia) de comprometer as defesas das vias aéreas do bebê quando este ingere alimentos muitos gelados, facilitando assim o surgimento de infecções.

Outra questão é que os bebês antes do 6 meses de idade não deveriam ingerir nenhum outro líquido ou comida a não ser o leite materno, muito menos gelado, como no caso do picolé.

Eles ressaltam que existem muitas maneiras mais eficientes de refrescar um bebê nos dias de calor, como: usar roupas leves, estar em lugares com ventilação de ar e sombra, oferecer o peito materno com mais frequência já que os bebês assim como os adultos sente mais necessidade de ingerir líquidos no calor.

E quanto aos incômodos dos dentinhos nascendo, pode-se oferecer ao bebê mordedores específicos para ajudar nesse processo, alguns podem ser congelados, e o “geladinho” do mordedor auxilia a amenizar o incômodo, sem que o bebê precise ingerir nenhum líquido. Pois apesar de o mordedor estar gelado, como ele não é engolido, logo ele não atinge o sistema respiratório.

Abaixo extraído do site CRESCER o pediatra José Colleti Júnior, Pediatra do Hospital Santa Catarina (SP) fala sobre esse assunto:

“O picolé de leite materno não se justifica, pois há outras maneiras mais seguras de refrescar o bebê no verão. Para não aumentar a temperatura corporal da criança é indicado oferecer o leite do próprio seio materno com mais frequência, colocar roupas leves e dar banhos rápidos apenas com água morna. Em relação à erupção dentária, uma boa opção são os mordedores resfriados. Dessa forma o gelado fica apenas na gengiva e não atinge a faringe da criança, já que ela não precisa engolir. Embora não haja consenso entre os especialistas,  o resfriamento da garganta e vias aéreas superiores pode abrir uma janela de oportunidades para infecções, principalmente as virais em bebês de até 1 ano. Isso ocorre porque a faringe tem cílios que funcionam como escudo e, quando a temperatura cai bruscamente na região, o movimento desses cílios diminui e a defesa do organismo também. Sem contar que o picolé traz risco de contaminação, que pode acontecer desde a coleta do leite até o uso dos utensílios.

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