Sua participação no momento da alfabetização do seu filho é extremamente importante. Veja como fazer isso da forma correta, ajudando em casa, mas sem atrapalhar o ensino na escola.

A participação dos pais na vida do filho é sempre fundamental na vida dos filhos, mas principalmente no início da vida, que é aquele momento em que a criança descobre mais sobre o mundo e aprende coisas novas.

Desde que a criança nasce, o desenvolvimento e a forma como ela descobre cada novidade são passos essenciais para que elas cresçam e se desenvolvam corretamente. Para isso, existem formas e métodos que podem ser usados de acordo com cada etapa da sua vida.

Ao entrar na pré-escola, onde a criança vai começar a aprender ainda mais coisas, o papel dos pais em casa continua tendo uma importância fundamental para que esse aprendizado aconteça de uma forma ainda mais natural e simples para a criança.

Porém, é importante que os pais fiquem atentos ao ritmo da escola, para que não atrapalhem o aprendizado e não confundam a cabeça da criança. Lembre-se que tudo é muito novo, e se as informações forem passadas da forma errada, os resultados podem ser negativos.

Para que fique mais simples para você que é pai ou mãe, separamos 5 dicas simples e importantes de como colaborar com a alfabetização do seu filho e tornar esse processo ainda mais proveitoso.

1 – Crie o hábito de ler histórias

A leitura para a criança deve ser feita desde muito cedo, desde que o bebê ainda está na barriga da  mãe.

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Quando os pais criam o hábito de ler histórias para seus filhos, a criança começa a perceber desde cedo que os livros fazem parte da sua rotina, e automaticamente crescem com o interesse pelos livros e pela leitura.

Para crianças que já estão na fase de alfabetização, os pais podem ajudar através da leitura junto dela. Por exemplo, tenha sempre o costume de sentar ao lado seu filho com o livro e deixar que ele acompanhe a leitura com você.

Quando isso é feito, a criança aprende coisas que para nós, adultos, parecem simples, mas que para ela, que ainda não entende sobre o assunto, são novidades. Ela vai conseguir perceber que a leitura e a escrita são feitas da esquerda para a direita, que as palavras são escritas separadamente e vai começar a ter um amadurecimento maior como ouvinte e como leitora.

Ler as mesmas histórias é uma forma de fazer com que a criança desenvolva ainda mais a sua competência em prestar atenção. Você pode tentar pular alguma parte da história para ver se ela vai questionar e falar que está errado.

Tenha sempre à disposição livros coloridos, como gibis, de histórias e até mesmo aqueles de atividades divertidas, que ela pode rabiscar, para que a criança também desenvolva o hábito de brincar sozinha, que também é muito importante.

2 – Aproveite as oportunidades

Quando a criança pequena começa a descobrir as cores, é natural que nós, como adultos, oferecemos todo o incentivo para que ela fale determinada cor.

Por exemplo, ao estacionar o carro, ela pode ser perguntada sobre qual é a cor do carro que está ao lado. Isso é uma forma de incentivar a criança a pensar e automaticamente entender sobre as cores.

Com a alfabetização, não é nem um pouco diferente, e podemos pegar o mesmo exemplo, podemos perguntar quais são as letras que estão na placa do carro da frente, ou até mesmo incentivá-la a ler algum outdoor que está na rua.

Sempre que puder, aproveite o que acontece a sua volta para incentivar a criança a ler algumas palavras.

3 – Seja um bom exemplo

Parece que não, mas as crianças percebem tudo o que acontece em sua volta, mesmo quando estão distraídas brincando ou fazendo outras coisas.

Os pais são os maiores exemplos que elas terão no seu dia a dia. Por isso, tenha o hábito de ler e deixar que seu filho perceba isso em você, pois assim ele aprenderá ainda mais que a leitura precisa ser algo constante em sua vida.

Além de deixar a criança entender que você também faz suas leituras sozinho, tenha o costume de ler diariamente com ela. Assim, ela terá mais chances de seguir esse mesmo ritmo quando aprender a ler sozinha.

4 – Escreva junto com o seu filho

Tente fazer atividades que demandam a escrita junto com o seu filho. Use livros que tenham exercícios, como aquelas de letras pontilhadas, por exemplo. Você também pode procurar essas atividades na internet baixar e imprimir para que seu filho use. Além de ajudar na alfabetização, é importante também para que ela tenha uma caligrafia ainda mais nítida.

Outra forma de incentivar a criança a escrever é sentar com ela para fazer a lista de compras para a casa. Nesse momento, ela poderá escrever vários nomes com a sua ajuda e também pode treinar. E enquanto treina se sentirá útil por estar ajudando a fazer a lista de compras da casa.

A escrita é uma competência que precisa ser treinada. Faça um caderno com todas as letras de forma e de mão separadamente e também as sílabas, pois assim ela poderá aprender ainda mais.

5. Use livros infantis – certamente seu filho vai adorar!

A literatura é mais uma maneira de ajudar no processo de alfabetização (para mim a literatura é certamente importante para a vida, ajuda de diversas formas, adultos e crianças), mas no processo de alfabetização os livros infantis apresentam as letras e palavras de forma leve, natural e lúdica, e pode ser usado antes mesmo deste processo se iniciar.

Existem alguns gêneros literários que possuem uma composição que favorece a descoberta das relações entre as letras e os sons.

Um desses gêneros são os livros abecedários. as crianças que estão aprendendo a ler e a escrever costumam relacionar palavras e textos conhecidos aos sons que começam a descobrir. Por isso,  os livros abecedários, que exploram a forma das letras e também a sua sonoridade, facilitam o seu reconhecimento e, quando bem explorados, tornam a leitura uma deliciosa brincadeira.

Alguns livros indicados são:

  • Abecedário da editora Companhia das Letras

Acompanhando as 26 letras que compõem o alfabeto através dos verbos, suas ações e vinhetas que vão além do óbvio, as crianças vão perceber como o mundo das palavras diz tudo sobre a nossa vida. Esse livro cria um sentido de linguagem muito mais significativo do que o dado pelos substantivos. A linguagem se amplia por meio dos verbos: nascer (nascer de um ovo, nascer de uma hora para outra, nascer na África). Então, para a letra “d”, o verbo pode ser ‘dar com carinho’. Assim como “l” de “ler em braile”, “p” de pentear os cabelos crespos”, “q” de “querer e não poder”.

  • Alfabeto dos pingos da editora Ática

A famosa família dos Pingos, auxilia os pequenos leitores a se familiarizar com as letras do alfabeto. As palavras são apresentadas com temas comuns do universo infantil, em caixa alta e com ilustrações divertidas.

Outros livros que vão ajudar para que a criança comece a ler sozinha são essas coleções:

  • coleção Estrelinha

Essa coleção compõem-se de 3 fases no domínio da leitura – Estrelinha I, II e III. E para cada fase, 6 livros.

Fase II

Fase III

  • coleção Gato e Rato

Essa coleção, por sua vez, foi se enriquecendo ano a ano, é bem dinâmica, e conta, hoje, com mais de 30 livros ao todo.

    • coleção Eu sei de cor

Coleção de Bartolomeu Campos de Queirós, traz indicação de apoio à alfabetização, até mesmo no título da coleção, que sugere a leitura de textos que se sabe de cor, quando ainda não se sabe ler autonomamente. Os livros trazem muitos jogos de palavras, especialmente os pares mínimos (pato/gato/mato) e rimas.

Essa coleção compõem-se apenas de quatro livros:

  • Coleção Mico Maneco

Os textos foram escritos pela autora com o objetivo de ajudarem na alfabetização do própio filho. A coleção é formada por 20 livros divididos em 5 estágios. São livros com histórias divertidas, formadas por frases curtas e sílabas simples, oferecendo às crianças uma fascinante aventura: aprender a ler, lendo!

Ajudar na alfabetização é mais simples do que parece

Portanto, não se esqueça que o seu papel é fundamental também nesse momento de aprendizado da criança.

Também é muito importante deixar claro que é preciso respeitar o limite da criança, pois ela já está na escola e aprende com os responsáveis dentro da sala de aula. Por isso, em casa, procure fazer isso de uma forma mais natural, lúdica e sem pressões.

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