fbpx
Início Site

Descubra como acabar de vez com a birra do seu filho

Quando os filhos começam a fazer birra, ou seja, resolvem espernear, se jogar no chão ou chorar sem motivos, a vontade de praticamente todos os pais é sair correndo ou bater. Porém, algumas ideias podem ajudar a acalmar os ânimos e fazer com que os pais não percam o controle da situação. Lembrando que as birras são uma realidade da infância, fazem parte do desenvolvimento e que as crianças precisam de acolhimento e ajuda nessa situação.

Por tanto, os pais precisam educá-las para que elas entendam que pirraça não é a solução para resolver seus problema.

Conheça algumas estratégias que ajudam a acabar com a birra.

  • Não perca o controle

Pode ser difícil, mas é importante manter a tranquilidade durante a birra do seu filho. Então, respire fundo e controla-se, deixe ele se acalmar. Caso seja necessário, leve-o para outro local que seja mais tranquilo. É preciso lembrar que todas as crianças fazem isso e que não é um fato isolado, mesmo que seja algo desagradável. Caso o seu filho tente se machucar durante toda aquela agitação, é preciso segurar firme. E lembre-se de conversar com um tom respeitoso. Ele precisa entender que você o ama, mas que não pode aceitar o comportamento.

Aproveite e confira o ebook sobre BIRRAS clicando na imagem abaixo:

  • Conversar é importante e essencial

Depois que tudo estiver mais calmo, chegou o momento da conversa com o seu filho. Pergunte e escute o que está incomodando a ele, esteja na altura do seu filho e olho no olho durante a conversa. As crianças mais novas podem utilizar a birra como forma de se expressar, já que possuem um vocabulário limitado e não conseguem transmitir algumas palavras. Use um tom de voz mais suave e calmo, mas é preciso passar confiança. Dessa forma, o seu filho começa a perceber que a birra feita por ele não está atingindo você e que você consegue manter a cabeça tranquila. Caso a sua voz esteja alterada, o efeito será o inverso e os dois podem ficar nervosos. Então, nem pense em gritar. Não se preocupe com o que os outros irão pensar da birra do seu filho, o importante é como você vai agir diante disso.

  • Ele precisa entender os motivos

Se você fala “não” para o seu filho, é muito importante que você explique o porquê. No início, as crianças não conseguem entender porque as regras existem, então, é importante que os pais expliquem a razão para que eles consigam assimilar toda a informação. Fazendo isso, o seu filho compreenderá que você só quer o bem dele. É importante entender que, a principio, ele não vai compreender que aquela regra vale para tudo, por isso terá que explicar mais de uma vez.

  • Entenda o motivo

Após a crise acalmar, pare e converse com o seu filho. Sente com ele e, com calma, pergunte o que aconteceu e ouça tudo o que ele tem a dizer. Mostre que você entende o motivo dele estar se sentindo assim. Por exemplo: O irmãozinho pegou o brinquedo dele. Diga que você entende como ele está se sentindo, que não é legal quando isso acontece, mas que o irmão quer brincar com ele. E pergunte como ele poderia ter resolvido isso. Ele pode chegar conclusão que poderia emprestar outro brinquedo e assim brincarem juntos.

  • Você precisa ser o exemplo

Os pais precisam ser exemplos de autocontrole. Não adianta falar para o filho que fazer birra é errado se quando os pais se irritam começam a gritar ou sair batendo a porta com raiva. Lembre-se que esse tipo de comportamento será semelhante ao do seu filho, ou seja, de atitudes impulsivas e sem controle. Esses comportamentos acabam sendo absorvidos pela criança. Então, ensine o que é autocontrole, tendo controle sobre suas emoções.

  • Os combinados são importantes

Se o seu filho esta fazendo muita birra e não quer fazer a lição, por exemplo, entenda o motivo e tente fazer um combinado com ele. Caso seja possível, fale que o dever não será realizado naquele momento, mas que após o lanche a tarefa deverá ser feita. É importante que os pais ouçam e levem em conta também o desejo do filho, não precisa ser permissivo, é claro. Quando as crianças se sentem reconhecidas, elas também aprendem a se responsabilizar por todos os seus atos. No combinado entre vocês precisa ter alguma recompensa, você oferece algo quando for concluído. Agora, caso não seja cumprido, precisa ter uma consequência. Quando as crianças não cumprem e nada é feito, eles não aprendem que as normas precisam ser respeitadas.

  • É preciso ser firme

Por exemplo: de forma alguma negociar o desrespeito aos pais ou qualquer outra pessoa, não fazer o dever de casa, não ir à escola, não escovar os dentes e muito mais. Caso o seu filho queira desrespeitar algumas das ordens obrigatórias, nada de amolecer, você precisa ser firme. Converse sério com ele e explique o motivo de não negociar e o porquê ele deve obedecer a essa ordem. Além disso, mostre as consequências se não for feito.

  • Não adianta colocar medo

Nada de usar ameaças para colocar medo na criança. Por exemplo: dizer que ela será entregue para o homem do saco. Qual a consequência: o seu filho pode ficar totalmente apavorado e nem conseguir obedecer à ordem, ou vai perceber que as ameaças são mentirosas e deixará de acreditar em você. Então, é preciso dizer sempre a verdade.

  • Muito cuidado com o castigo

Nada de chamar a atenção do seu filho gritando. É preciso dizer com firmeza que algumas atitudes não podem ser aceitas de jeito nenhum. Após o diálogo, se a criança continuar agindo da mesma forma, aplique uma consequência relacionada ao mau comportamento. Por exemplo, se ele quebrou algo ele terá que pagar com dinheiro da mesada ou fazendo “trabalhos”.

  • Elogie

Muitos pais reclamam dos seus filhos e suas desobediências, mas não podem esquecer as coisas incríveis que eles fazem também. Então, sempre elogie o seu filho quando ele fizer algo positivo, isso ajuda na autoestima das crianças.

6 doenças perigosas para as gestantes

A nossa saúde merece atenção em todas as fases da vida, porém, quando falamos de gestação, estamos falando de um período em que ela precisa ainda mais de cuidados, então vale a pena ficar atenta as doenças perigosas para as gestantes.

Nem sempre damos a devida atenção para algumas dores no corpo e pequenas febres que surgem. Mas quando estamos falando de uma grávida, todo cuidado é pouco.

Mesmo os sintomas mais leves e corriqueiros podem indicar a presença de bactérias, vírus, fungos ou até mesmo protozoários capazes de fazer mal a mamãe e ao bebê. Neste artigo, mostraremos 6 doenças perigosas para as gestantes que surgem com pequenos sinais ou sintomas muito leves, que na maioria das vezes são simplesmente ignorados. Acompanhe este artigo e veja como se proteger nessas situações.

Conheça 6 doenças perigosas para as gestantes:

  • Infecção urinária

Um problema simples que a maioria das mulheres já teve, ou ainda terá. A infecção urinária, característica por promover dor, desconforto e ardência ao urinar, pode ser ainda mais comum em mulheres grávidas.

Isso acontece porque as alterações anatômicas promovidas nos rins e no canal urinário facilitam a instalação da infecções.

Apesar da infecção urinária não causar nenhum problema de formação ao feto, quando não tratada adequadamente ela pode impedir o crescimento do bebê e até mesmo levar ao parto prematuro.

  • Problemas periodontais

Uma infecção promovida pelo crescimento de placas bacterianas por baixo da gengiva: essa é a periodontite.

Essa placa bacteriana causa inflamação na membrana ao redor do dente fazendo com que a gengiva fique avermelhada, inchada, com mau cheiro e sangramento.

A periodontite, quando não tratada adequadamente, além de poder levar a perda dos dentes, nas gestantes pode desencadear outras infecções mais sérias capazes de induzir o parto prematuro.

  • Rubéola

Apesar de ser uma doença com tratamento simples e sintomas muito semelhantes ao da gripe, a rubéola é extremamente perigosa para as gestantes.

Caso o vírus consiga invadir a placenta e infectar o bebê, ele será responsável por desenvolver problemas de formação sérios, como cegueira e surdez.

Por isso, todo cuidado e um bom acompanhamento médico é indispensável na gestação. De acordo com a SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria, quando uma gestante pega rubéola as chances de o vírus contaminar o feto são de 80%.

  • Toxoplasmose

A doença transmitida por um protozoário encontrado nas fezes dos gatos pode apresentar diferentes sintomas, desde os mais leves, facilmente confundidos com uma gripe, até o surgimento de gânglios por todo o corpo e quadros de vômito.

Essa infecção, quando ocorre no primeiro trimestre, pode levar a abortos ou promover sequelas mais sérias no bebê. Já quando acontece no segundo trimestre é capaz de promover problemas mais graves, como cegueira.

Por isso, os médicos recomendam que as gestantes evitem limpar caixinhas de areia ou mesmo entrem em contato com gatos desconhecidos.

  • Infecção vaginal bacteriana

A infecção vaginal bacteriana, também conhecida como vaginose bacteriana, trata-se de um distúrbio relativamente simples na flora vaginal que pode levar ao desenvolvimento desenfreado de bactérias como a Gardnerella Vaginallis, responsável por causar um corrimento com cheiro forte e coceira, conforme informações da Euroclinix.

Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, cerca de 30% das gestantes que tiveram vaginose, entraram em trabalho de parto prematuramente. Isso acontece porque a infecção pode promover a ruptura da bolsa.

  • Herpes genital

A herpes genital tipo 2, responsável por provocar feridas, é transmitida através do contato com as lesões. Por isso, a maior preocupação dessa doença em gestantes está na hora do parto.

Se a primeira infecção da mulher acontecer durante a gestação é preciso ter muito cuidado, pois, geralmente o primeiro contato com o vírus é o mais grave. Portanto, se você estiver grávida e contrair Herpes genital, o mais recomendado é que opte pela cesariana, mesmo que o vírus já tenha sido controlado.

Essas são apenas 6 doenças perigosas para as gestantes que devem ser evitadas e tratadas com rapidez quando descobertas. No entanto, existem muitas outras que merecem atenção, portanto, se você estiver grávida lembre-se que todo cuidado é pouco e busque atendimento o quanto antes em uma unidade de saúde mais próxima.

Se morar em uma região onde tenha mais dificuldade de realizar consultas, lembre-se que a telemedicina facilita consultas à distância, então informe-se sobre as opções para o seu caso.

Além de realizar um bom pré-natal, ao sinal de qualquer sintoma suspeito, busque um médico. Fontes: Revista Crescer

Como incentivar crianças a gostarem de Ciências?

Imagem: pexels

Olá leitoras do Sou Mãe! Eu me chamo Samantha, sou meteorologista e atuo desde 2012 como divulgadora científica no blog Meteorópole (http://meteoropole.com.br/). Além disso, trabalho desde 2010 com divulgação científica em um espaço chamado Parque CienTec-USP onde há uma Estação Meteorológica e eu falo sobre a importância de minha profissão para a sociedade. Meu público alvo são crianças de 5 anos (ou menos) até senhores e senhoras da melhor idade. Antes de 2010 eu já me comunicava divulgando Ciências em eventos e palestras da Universidade onde eu estudava e eu nem poderia imaginar que isso seria um trabalho.

Hoje vamos falar sobre como estimular as crianças a serem cientistas.

Quem não gostaria de ter um filho cientista? Talvez isso tenha passado pela cabeça de várias mães quando acompanham alguma descoberta incrível e recente da Ciência, daquelas que ganham os holofotes, como a primeira imagem de um buraco negro (https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2019/04/10/primeira-imagem-de-um-buraco-negro-e-revelada.htm). Mas qual seria a receita para fazer seu filho se interessar por Ciências e se maravilhar ao ler notícias assim?

Pois então, queridas mamães: a receita é o exemplo dentro de casa.

Você não precisa ser um grande cientista para que suas crianças calcem seus sapatos, não foi isso que eu quis dizer. O que digo é que o interesse por Ciências tem que partir dos pais. Como você pode querer que seu filho goste de algo se você mesma não demonstra interesse pelo assunto?

Na minha opinião, não basta levar o filho à um espaço de divulgação científica ou à uma biblioteca se ele não vê em casa o exemplo de pessoas que consomem esse tipo de informação.

Leia livros de divulgação científica, procure podcasts e canais do Youtube sobre o tema para que você e seus filhos possam ouvir juntos.

Com relação a podcasts, recomendo o Dragões de Garagem (http://dragoesdegaragem.com/) e os podcasts do portal Deviante (https://www.deviante.com.br/podcasts/). Nesses sites, há diversos podcasts em português que podem ser baixados e ouvidos no carro, no trânsito, em viagens longas, etc. No Deviante há por exemplo o podcast SciKIds (https://www.deviante.com.br/podcasts/scikids/) onde especialistas respondem perguntas feitas por crianças. Encoraje seu filho a ouvir esses programas com você!

Sabe aqueles canais de vida selvagem e documentários científicos? Procure para assistir com seus filhos, transforme esses momentos em boas lembranças.

Descubra se as Universidades próximas a sua casa contam com museus, eventos de divulgação estilo “universidade aberta”, etc.

Permita que seus filhos entendam a importância desses espaços e permita que você mesma compreenda isso para que possam conversar a respeito em família.

Incentive-os com livros, revistas e outros materiais (como os já citados) para que naturalmente eles se interessem por Ciência. No entanto, não force a barra! Deixe que as descobertas aconteçam naturalmente. Muito pode ser descoberto apenas observando, então um passeio no parque, uma brincadeira no quintal ou uma ida à praia podem proporcionar descobertas incríveis.

Pode ser que seu filho não se torne um cientista quando crescer. Mas certamente vai crescer maravilhado com a quantidade de coisa que a humanidade já descobriu e ainda há de descobrir. Vai crescer respeitando a pesquisa científica. Vai crescer compreendendo que devemos questionar o que vemos, comparar com o que já sabemos, jogar fora ideias que não são boas e outros pontos que o conhecimento científico agrega ao ser humano.

Sabe aquelas discussões tão atuais sobre fake news, que aparecem em diversas áreas? Então, quem é curioso e gosta de Ciências tem certamente menos chances de ser enganado pelas fake news porque é treinado a questionar a veracidade do que é dito e também aprende a buscar as fontes daquela informação.

Estimule seu filho a estudar, veja sempre o que a criança está aprendendo na escola e busque maneiras de incentivar um aprendizado adicional sobre aquele assunto.

Mostre sua própria curiosidade! Quando for visitar um espaço de divulgação científica ou um museu, participe fazendo boas perguntas aos guias e prestando total atenção. Em meu trabalho, já atendi grupos familiares em que o pai ou a mãe estão no celular e não demonstram estarem prestando atenção ao que é dito. Como esperam que as crianças se interessem pelo assunto dessa maneira?

Portanto, penso que para educar possíveis futuros cientistas (e certamente pequenos apreciadores de Ciências), a maior dica é: dê o exemplo.

Se queremos que nossos filhos cumprimentem as pessoas e falem português corretamente, simplesmente damos o exemplo, não é mesmo? Para se interessar por Ciências, eu dou o mesmo conselho e que para mim é o mais importante.

Em meu blog (http://meteoropole.com.br/) falo um pouco de minha trajetória como mamãe nerd. Ele nasceu para comunicar e divulgar minha profissão e a área de conhecimento que tanto amo, que é a Meteorologia. No entanto, o tempo foi passando, eu me tornei mãe de duas crianças lindas e hoje me empenho também em falar sobre a minha visão da maternidade e assim compartilhar com as pessoas meu ponto de vista. Espero vocês por lá também e eu agradeço à Gisele pelo convite.

Acompanhem-me em minhas redes sociais: Instagram (https://www.instagram.com/samanthaweather/) e Twitter (https://www.twitter.com/samanthaweather/) e um forte abraço a todas. Parabéns pelas informações de qualidade que você apresenta aqui, Gisele!


Conheça os sintomas da gravidez e descubra se você está grávida!

Imagem: Pexels

Muitas pessoas se enganam ao pensar que o primeiro sintoma da gravidez é o atraso na menstruação. Na realidade, os primeiros sinais podem surgir antes disso, mas, muitas vezes, eles são tão suaves que muitas mulheres nem se quer percebem, já que eles podem acabar passando sem ser notados. Os principais sinais são:

  • Seios inchados e sensíveis
  • Inchaço abdominal
  • Cólica
  • Corrimento vaginal, normalmente cor de rosa
  • Enjoos
  • Vômitos
  • Tontura
  • Sono excessivo
  • Cansaço excessivo
  • Dor de cabeça
  • Repulsa a cheiros fortes, como temperos
  • Mudança de humor
  • Pele mais oleosa
  • Espinhas
  • Vontade de urinar se torna mais frequente

Os sintomas de gravidez nos primeiros sete dias

Talvez sejam os mais difíceis de identificar por serem muito recentes. Por isso, as mulheres que conseguem perceber mudanças brandas em seu corpo possuem mais chances de identificarem os primeiros sintomas da gravidez nos primeiros sete dias.

  • Inchaço abdominal e cólica

Quando o óvulo é fecundado, faz com que ocorra um aumento de fluxo sanguíneo na região pélvica. Com isso, os hormônios começam a preservar o embrião mantendo a gestação. Um desconforto abdominal pode acontecer devido a essa proteção, ou seja, ocorre a cólica menstrual, que pode ser de fraca a média intensidade. Uma pequena perda de sangue pode ocorrer, como se fosse à menstruação, porém, em uma intensidade menor.

O inchaço abdominal decorre com mais frequência nos primeiros sete dias a duas semanas, e acontece pelas alterações pélvicas que ocorre durante a gravidez.  Os principais causadores para o inchaço abdominal é a adaptação ao crescimento uterino e o aumento do fluxo sanguíneo, para muitas mulheres esse sintoma pode passar despercebido. A partir das sete semanas a parte bem a baixo do umbigo começa a ficar mais durinha.

  • Corrimento vaginal, normalmente cor de rosa

Com o óvulo fecundado, é possível que ocorra um corrimento vaginal cor de rosa. Esse corrimento é normal nas mulheres, é o excesso de muco vaginal, mas, neste período, ele vem com vestígios de sangue que ocorre devido a entrada do espermatozoide no óvulo e também pela locomoção até o útero. O corrimento pode acontecer logo após a relação sexual ou em até três dias depois, esse é o tempo que o espermatozoide vive dentro do organismo feminino. A maioria das mulheres percebe o corrimento ao se secar após urinar.

Os sinais nas primeiras duas semanas

Neste período é o momento que os sinais típicos da gravidez aparecem e acabam se mantendo por várias semanas.

  • Cansaço excessivo

Esse é um dos sinais mais comuns e pode permanecer durante toda a gravidez, e normalmente aparece na segunda semana de gestação. É comum que este cansaço aumente ainda mais nas 12 semanas, momento que o corpo ajusta todo o metabolismo para prover a energia fundamental para o desenvolvimento do bebê.

O cansaço excessivo é percebido muito facilmente, a mulher se sente mais exaustiva com as tarefas simples e que sempre fez. É comum chegar ao final do dia sem nenhuma energia e querendo dormir pelo menos 10 horas.

  • Repulsa a cheiros fortes

É normal que no início da gestação a mulher tenha repulsa a cheiros fortes, como temperos, perfumes, gasolina, produtos de limpeza e cigarro, por exemplo. Algumas mulheres chegam a vomitar. Além do cheiro forte, algumas mulheres podem reclamar até mesmo do sabor da comida, isso acontece devido ao olfato alterado.

  • Seios inchados e sensíveis

Os seios ficam inchados e bem mais sensíveis nas duas primeiras semanas de gestação. Isso acontece pela atuação dos hormônios que ativam as glândulas mamárias com o objetivo de preparar a mãe para o período de amamentação.

Os mamilos podem sofrer algumas alterações também, o que os deixam mais inchados e sensíveis. Além disso, é bem comum que a aréola fique mais escura devido ao aumento do fluxo sanguíneo naquela região. É possível que algumas mulheres sintam até um desconforto com o roçar do sutiã ou da blusa no mamilo.

  • Mudança de humor

Nas duas primeiras semanas de gestação, a mulher perceberá possíveis mudanças de humor sem nenhum motivo. É normal uma gestante chorar por determinada situação que ela não choraria se não estivesse grávida. É possível que esse sintoma permaneça durante a gestação completa. Com as alterações hormonais ocorre um desequilíbrio nos níveis de neurotransmissores, o que deixa o humor muito instável.

Aproveite e confira:

Os sinais a partir de um mês de gravidez

Imagem: Pixabay
  • Vômitos e enjoos

Os vômitos e enjoos são bem comuns durante a gravidez, principalmente pela parte da manhã. Os dois são os sintomas de gravidez mais conhecidos e aparecem após a sexta semana. Porém, é importante lembrar que as náuseas nem sempre vêm acompanhadas por vômitos, sendo até mais frequente dessa forma. Além disso, é comum que ocorra o excesso de salivação, o que deixa as náuseas mais desconfortáveis para a gestante. Porém, assim que os enjoos diminuírem, a salivação excessiva desaparece.

  • Dor de cabeça, sono excessivo e tonturas

Sono fora de hora e tonturas acontecem devido a queda da pressão arterial, má alimentação por causa dos vômitos e redução da glicose no sangue. Estes sintomas começam a surgir nas primeiras cinco semanas da gestação, mas começam a diminuir após a 20ª semana.

A dor de cabeça também é um sintoma bastante comum durante a gestação, e isso acontece por conta das alterações hormonais. A dor costuma ser fraca, mas persistente e, na maioria das vezes, as gestantes nem a associam a gravidez.

  • A vontade de urinar se torna mais frequente

Conforme o andamento da gravidez, o corpo da mulher produz alguns hormônios, isso é uma forma de garantir que o bebê consiga se desenvolver bem e saudável. Dessa forma, os músculos da bexiga relaxam e fica mais difícil esvaziá-la por completo, ou seja, a urina não sai totalmente da bexiga. Isso faz com que a gestante sinta mais vontade de urinar.  

  • Pele mais oleosa e espinhas

Com as alterações hormonais é bem possível que surjam espinhas e cravos, quem já possui pode ter uma piora significativa. A acne, como é chamada a espinha, começa a aparecer após o primeiro mês da gestação e a mulher nota um aumento na oleosidade da pele. Tudo isso pode ser controlado com o uso de produtos aprovados pelo médico.

Brincadeiras divertidas para os bebês de 0 a 12 meses

Imagem: Pexels

Brincar com um bebê é praticamente liberar combustível para atividade intelectual dele. O cérebro está sempre em desenvolvimento, mas as experiências vividas nos primeiros anos de vida podem influenciar em como os genes desse processo entram em ação. A interação é fundamental para o desenvolvimento do bebê de forma saudável e para fortalecer o vínculo de afeto entre ele e os pais. Conheça algumas brincadeiras interessantes e divertidas indicadas para bebês.

Brincadeiras de 0 a 6 meses

  • Caretas

Os bebês são curiosos e eles gostam de observar as expressões que as outras pessoas fazem. Então, seu pequeno vai amar ver seus olhos, mãos e boca em movimentos diversos. Ele pode até não demonstrar reações significativas, como dar aquelas deliciosas gargalhadas, mas ficará muito entretido.

  • Piscar

Aproveitando a dica da brincadeira com caretas, ficar piscando os olhos em diferentes velocidades pode arrancar incríveis risos. Os bebês realmente gostam de observar os movimentos. Após certo período, eles começam a imitar.

  • Chocalhos

Além dos bebês adorarem brincar com os chocalhos, eles são ótimos para ajudar na sustentação do pescoço do bebê. Os pais devem comprar chocalhos bem barulhentos e balançar bem próximo a orelha do bebê. Ele sempre vai virar na direção do barulho. Então, o ideal é balançar de um lado para outro e o bebê acompanha através do som e visão. Isso é uma ótima atividade.

  • Painel de cores

Pegue uma folha A4 e imprima algumas imagens de formas geométricas em cores que se contrastem, as mais indicadas para começar é preto e branco. Em seguida, cole as imagens geométricas em um painel pequeno (pode ser de isopor ou de cortiça) e coloque na área do trocador ou do berço. Essa atividade pode parecer simples, mas ela permite que o bebê observe o universo de cores e formas.

  • Brinque com a voz

É importante que separe alguns minutos para brincar com a sua voz. Faça vozes mais finas e mais grossas; fale devagar e mais rápido; e imite sons de animais.

  • Cadê? Achou!

Essa é aquela tradicional brincadeira do esconde-esconde. Ela faz muito sucesso com os bebês. Você deve esconder o seu rosto com um pano ou com as próprias mãos e utilizar a famosa expressão “Cadê? Achou!”. Tenha certeza que o pequeno soltará boas gargalhadas. Além de se divertir, o bebê vai aprender aos poucos que quando algo desaparece, nem sempre deixa de existir.

Imagem: Pixabay
  • Os dedinhos

Essa é uma brincadeira bem tradicional e super simples. Você só precisa fingir que os seus dedos são como formiguinhas e ir passando por todo o corpinho do pequeno. Tenha certeza que as gargalhadas são garantidas.

  • Teatrinho de fantoches

Você pode usar fantoches ou fazer um teatrinho com os próprios brinquedos do filho para cantar e interagir mais com ele. Os pequenos gostam de observar quando os brinquedos começam a “criar” vida.

Aproveite e confira o ebook cheio de ideias de atividades para bebês, é só clicar na imagem a baixo:

Brincadeiras de 6 a 12 meses

  • Os potes de cozinha

Os objetos de casa podem sim se tornar brinquedos para os bebês. Coloque o pequeno sentado diante de potes de plástico e você vai perceber que ele ficará um bom tempo manuseando cada um deles. Agora, se colocar algum tipo de colher (que não machuque o bebê) na mão do pequeno e segurar outra, podem começar a batucar e transformar em uma verdadeira bagunça divertida.

  • Bolas e cubos

Você pode separar um cesto com bolas e cubos e entregar para o pequeno brincar. Uma cesta curta, por causa da altura, mas que ele possa colocar a mãozinha dele para pegar todos os objetos. É provável que a primeira atitude dele é levá-los a boca. Saiba que essa é uma das formas que o bebê tem de conhecer cada um dos objetos. Por causa disso, é bem mais interessante se você conseguir bolas e cubos de texturas diferentes.

Outra opção é criar uma pilha com os cubos. Você vai fazendo e o bebê vai tentar reproduzir. Nas primeiras vezes é mais provável que ele derrube, mas depois ele vai observar e tentar repetir. Porém, até derrubá-los fará com que ele se divirta ainda mais.

As bolas você pode jogar de um lado para o outro e fazer com que o pequeno se movimente ao ir busca-las. Jogue os objetos um pouco distante do corpo do bebê para que ele desloque totalmente o corpo e não apenas as mãos. Essa atividade pode ser ótima para fortalecer o abdômen e a coluna, o que é fundamental para o pequeno que vai começar a engatinhar logo logo.

  • Dançar
Imagem: Pixabay

Coloque o bebê no colo e dance com ele, faça o corpinho dele se mexer. Faça isso alternando as músicas, ou seja, ouvindo músicas de diferentes ritmos, mais rápidos e mais lentos. Fique atenta para deixar sempre o pescoço e a coluna do seu filho apoiados nos seus braços.

  • Bolhas de sabão

Todos os bebês gostam de bolinhas de sabão, então, uma ótima opção é brincar com elas. Compre já pronta ou faça em casa se tiver o material, e vá fazendo as bolinhas a uma distância que o seu filho consiga se movimentar para pegar.

  • Túnel ou cabana com cadeiras

Mais uma brincadeira divertida e muito simples de fazer. Pegue as cadeiras da mesa e coloque-as enfileiradas. Pegue um lençol e jogue por cima delas e o túnel já está pronto. Coloque um brinquedo em uma ponta do túnel, precisa ser um brinquedo que ele goste muito, e coloque o pequeno na outra ponta. Cria-se aí um grande estímulo para incentivar o seu pequeno a engatinhar. Ah, outra opção é a mamãe ou o papai ficarem na outra ponta no lugar do brinquedo.

  • Gangorra

Você precisa se deitar no sofá ou no chão, flexionar as pernas e colocar o bebê em cima, ele fica bem no meio das duas coxas. Em seguida, faça um movimento de gangorra, ou seja, sobe e desce. Ele sentirá um friozinho na barriga que garantirá ótimos e deliciosos risos.

Mitos e verdades sobre deficiência do hormônio do crescimento

imagem: Natue

O tamanho que uma criança vai ter na vida adulta depende, principalmente da hereditariedade.

Mas, a má alimentação, situações de estresse ou doenças também podem influenciar no desenvolvimento da criança.   

Há ainda crianças que apresentam deficiência na produção do chamado “hormônio do crescimento”, hormônio produzido na glândula hipófise que desempenha um papel central na modulação do crescimento do corpo, desde o nascimento até o final da puberdade1.

Quando o organismo não o produz naturalmente esse “hormônio do crescimento”, pode surgir a necessidade de iniciar um tratamento com medicamentos.

Pais que notam diferenças no desenvolvimento dos filhos em relação a crianças de mesma idade precisam ficar atentos. O endocrinologista Daniel Freire, gerente de assuntos médicos da Sandoz, esclarece o que realmente procede quando o assunto é deficiência do hormônio do crescimento. 

Mitos e verdade sobre deficiência do hormônio do crescimento:

O tamanho da criança é influenciado pelos genes herdados dos pais – VERDADE

Adultos altos tendem a ter crianças altas. O contrário também é válido: pais baixos têm grandes chances de gerar filhos baixos.2


Não dá para ter ideia do tamanho que uma pessoa vai ter quando parar de crescer – MITO

É possível estimar a altura da criança usando uma fórmula matemática com base na altura dos pais. O resultado dessa expressão chama-se estatura “alvo”.3


Uma criança menor do que as outras da mesma idade precisa necessariamente de hormônio do crescimento – MITO

Primeiro, é preciso saber se a criança está dentro do crescimento considerado “normal”.

Os sinais que alertam para um crescimento inadequado são:

  • uma curva de crescimento abaixo do padrão populacional ou inferior ao esperado para o padrão genético da família,
  • a desaceleração do crescimento com relação à velocidade esperada para a idade, sexo e grau de desenvolvimento
  • a previsão de estatura final abaixo da estatura alvo familiar. Em algumas situações, incluindo a deficiência comprovada na secreção de hormônio do crescimento, o especialista poderá tratar com injeções de hormônio do crescimento.4,5 

O crescimento pode ser afetado por coisas que acontecem nas vidas das crianças – VERDADE

Os motivos pelos quais algumas crianças não crescem adequadamente podem ter a ver com condições externas sim, como em países em guerra, por exemplo, há maior dificuldade para encontrar alimentos próprios para o consumo.

A vida em ambientes estressantes, famílias em circunstâncias desfavoráveis também são capazes de alterar a curva de crescimento de uma criança.6

Uma criança diagnosticada com deficiência de hormônio do crescimento pode crescer normalmente sem uso de medicação – MITO

Crianças que não produzem hormônio do crescimento suficiente são baixas para sua idade. Geralmente, apresentam proporções corporais adequadas, aspecto facial e inteligência normais, mas, às vezes, parecem mais jovens quando comparadas aos colegas da escola. 

Para estas crianças, o tratamento com hormônio de crescimento tem como objetivos normalizar a altura durante a infância e permitir que seja alcançada a estatura normal na vida adulta. Além disso, melhorias metabólicas e sobre a composição corporal também podem ser observadas com o tratamento com o hormônio de crescimento.7

O hormônio do crescimento recombinante é fabricado o mais próximo possível do hormônio do crescimento humano de ocorrência natural -VERDADE

O hormônio do crescimento artificial é fabricado através de processos biotecnológicos especiais para ser quase idêntico ao hormônio do crescimento humano de ocorrência natural. Assim, sua ação no corpo é a mesma do hormônio natural, estimulando o crescimento dos ossos e músculos e também agindo no metabolismo de proteínas, carboidratos e minerais.8

Além do tratamento, os médicos recomendam que as crianças tenham uma vida saudável e o mais importante que corram, brinquem, pratiquem esportes e respeitem os limites do corpo, descansando quando se sentirem cansadas.9

Referências

¹Kato Y et al. Regulation of Human Growth Hormone Secretion and its Disorders. Intern Med 2002; 41(1):7-13;

2Barstow C et al. Evaluation of Short and Tall Stature in Children. Am Fam Physician 2015; 92(1): 43-50)
3Barstow C et al.. Evaluation of Short and Tall Stature in Children. Am Fam Physician 2015; 92(1): 43-50) 
4Rose SR et al.. A General Pediatric Approach to Evaluating a Short Child. Pediatrics in Review 2005; 16(11): 410-420.
5Hintz RL. Growth hormone: uses and abuses. BMJ 2004; 328(7445): 907–908.  
6 Peck MN, Lundberg O.. Short stature as an effect of economic and social conditions in childhood. Social Sci Med 1995; 41(5): 733-738.
7GH Research Society. Consensus Guidelines for the Diagnosis and Treatment of Growth Hormone (GH) Deficiency in Childhood and Adolescence: Summary Statement of the GH Research Society. J Clin Endocrinol Metab 2000; 85(11): 3990-3993.
8US FDA – Somatropin Information. Disponível em https://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/PostmarketDrugSafetyInformationforPatientsandProviders/ucm237839.htm. Acessado em set/18.
9 Healthy Children (from the American Academy of Pediatrics). How to get fit. Available at https://www.healthychildren.org/English/healthy-living/fitness/Pages/How-to-Get-Fit.aspx. Accessed October 2016.

Lista de enxoval para bebê COMPLETA (pode imprimir também!)

A lista do enxoval para bebê é longa, mas é importante você se programar e ter tudo arrumadinho antes do bebê nascer.

São muitas coisas para comprar, organizar e decidir até a chegada do bebê… (você já sabe o que deve fazer e o que esperar de cada semana da sua gravidez? clique aqui e confira Gravidez Semana a Semana)

Aproveite e baixe agora mesmo GRATUITAMENTE a lista de enxoval completa, para você não esquecer de nada do enxoval do seu bebê.

Para ter acesso a lista basta você colocar seu email na caixa a baixo e você receberá a lista no seu email, é GRÁTIS.

Você vai receber dois arquivos, um é a lista completa em pdf, com algumas dicas + lista de maternidade e o outro é a lista no excel também, para você ir anotando os itens que for comprando.

É só colocar seu email na caixa a baixo para baixar a lista de enxoval, é GRÁTIS!

Dentro de alguns minutos você vai receber a lista de enxoval no seu email, pode imprimir e carregar sempre com você!

Confira a lista a baixo e algumas dicas que podem te ajudar nas escolhas:

enxoval-do-bebe-roupas
Como fazer a lista do enxoval do bebê. imagem: Blog da Baby Ibitinga

Roupas para o bebê:

Vamos falar sobre a quantidade de roupas que você deve comprar para o bebê, esse é o mínimo que você deve comprar de cada tamanho, exemplo:  body manga curta você deve comprar 6 body tamanho RN, 6 tamanho P  e assim segue 6 M, 6 G e 6 GG.

#DICA: Quer comprar mais que o mínimo ok, mas não compre muito RN, alguns bebês nessa fase dependendo do tamanho que nascem, nem chegam a usar e outros usam muito pouco, então poucas peças desse tamanho já está bom.

#DICA: Caso seu bebê nasça no inverno compre mais roupinhas de cada, pois no inverno as roupas demoram mais para secar.

  • 6 bodys de mangas curtas
  • 6 bodys de mangas longas
  • 6 culotes (calça ou mijão) com ou sem pé (eu prefiro as com pé, pois se a meia cair o pézinho não fica de fora)
  • 6 macacões manga comprida
  • 2 casaquinhos
  • 6 pares de meias
  • 2 mantas
  • 2 mantas leves
  • babadores

Para o inverno acrescentar os itens abaixo:

  • 6 macacões de soft ou plush
  • 2 gorros
  • 2 luvinhas

Para o verão acrescentar os itens abaixo:

  • 6 macacões com manga curta
  • 2 boné/chapéu
  • 6 roupinhas para passeio leves (conjuntos de bermuda e camiseta e para as meninas vestidinhos)
  • Protetor solar, mas só pode usar no bebê a partir dos 6 meses.

IMPERDÍVEL:

enxoval-do-bebe-lista-higiene
Dicas de produtos da lista de enxoval para bebê. imagem: suprememom

Itens de higiene e saúde

  • 12 paninhos de boca
  • creme para prevenção de assaduras (no mínimo 3 embalagens, eu usava em todas as trocas de fralda da minha bebê e ela nunca teve assadura)
  • 1 caixa de hastes flexíveis de algodão
  • 1 kit de escova e pente de cabelo
  • 1 tesourinha de unha (existem modelos próprios para bebês)
  • 1 frasco de álcool 70% para higiene do umbigo, (costumam dar no hospital onde você for ganhar o bebê, confirme com o hospital).
  • 2 pacotes de algodão e garrafa térmica para as trocas do bebê ( dica pessoal… eu só usei lenços umedecidos, sempre, achei muito mais prático, existem lenços umedecidos próprios para bebês RN)
  • pacotes de lenços umedecidos (para levar quando sair com o bebê ou para utilizar em todas as trocas do bebê em casa mesmo)
  • 1 sabonete líquido para RN, cabelo e corpo, facilita muito.
  • 1 termômetro (prefiro termômetro digital, mas sei que tem hoje até termômetro em formato de adesivo que você coloca na pele do bebê, muito mais prático)
  • 1 termômetro para a banheira
  • Para dicas de tamanhos de fraldas descartáveis acesse: Qual a melhor fralda para seu bebê. Sugiro que você compre só as fraldas tamanho RN e peça os outros tamanhos no chá de bebê ou se preferir vá comprando as fraldas aos poucos. Lembre-se que cada marca vem com uma quantidade diferente de fraldas no pacote, então tem que calcular quantos pacotes você vai precisar da marca de sua preferência.

quantidade-de-fraldas

  • 1 trocador
  • 1 cestinha ou bandeja para organizar os artigos das troca de fraldas que você vai usar várias vezes.
  • 1 banheira (as com suporte são mais confortáveis para as suas costas na hora do banho do bebê e a tampa vira um trocador – é a que usei aqui em casa)

enxoval-quarto-bebe
Tudo o que você precisa na lista do enxoval para bebê. imagem: Viva Decora

Para o quarto do bebê

quarto-de-bebe-lista-de-enxoval
Lista completa de enxoval de bebê. imagem: Quarto para bebê

Roupas de cama e banho do bebê

  • 4 lençol com elástico para o colchão (o lençol de cima minha filha nunca usou)
  • 1 cobertor ou edredom
  • 1 kit berço (alguns já vem com edredom, cortina e lençol, mas eu acho o kit inútil e caro, serve para deixar bonito, usei pouco tempo, preferi retirar por questões de segurança) Confira Kit Berço: garantia ou não de segurança.
  • 4 toalhas de banho com capuz

carrinho-de-bebe-lista-enxoval

Para os passeios com o bebê

lista-de-enxoval-do-bebe
Lista de enxoval para a mamãe. imagem: Valor de Planos de Saúde

Lista para a mamãe

  • 1 par de concha de silicone (usei muito)
  • 2 caixas de absorvente de algodão para os seios
  • 3 sutiãs de amamentação
  • 2 cintas ou calcinhas altas (achei melhor usar calcinhas altas)

lista-do-enxoval-do-bebe-itens-nao-essenciais
Quais itens não são essenciais na lista de enxoval para bebê? imagem: Mulpix

Agora segue alguns itens que não são essenciais, mas algumas mamães utilizam:

  • Sapatinhos (minha bebê quase não usou sapatinho, nasceu no inverno e usava só macacão com pé)
  • Roupa para a saída da maternidade
  • Esterilizador de mamadeiras para microondas (para mim foi mega útil)
  • Aspirador nasal
  • Óleos para massagem no bebê
  • Perfumes e colônias para bebê
  • Mosquiteiro, se você mora em local com mosquitos não pode ficar sem um mosquiteiro
  • Extrator de leite (eu comprei uma que não foi boa, acabei alugando uma elétrica depois que foi ótima)
  • Potes para congelar leite materno (confira dicas de como retirar e armazenar leite materno)
  • Moisés (cesto que serve para colocar o bebê para dormir ao seu lado da cama nos primeiros dias, eu usei o carrinho dela mesma, pois ele reclinava bem)

lista-de-enxoval-de-bebe-mamadeira
Itens para alimentação do bebê na lista do enxoval. imagem: Mãe de Guri

Itens para alimentação do bebê:

Lembrando que se possível, o bebê deve ser alimentado exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade. Aproveite e confira como preparar os seis para a amamentação.

  • 2 mamadeiras, para caso você tenha que dar complemento ou tenha que tirar seu leite para que alguém o dê ao bebê.
  • 1 bomba para tirar leite
  • 1 escova para limpeza de mamadeira
  • 1 bolsinha térmica para mamadeira (para usar quando for sair)

Pronto! E a lista chegou ao fim. Ufa! É bastante coisa para você preparar até a chegada do bebê hein!

Você acha que está faltando algum item na lista de maternidade? Deixe sua sugestão nos comentários a baixo!

E não esqueça da mala de maternidade, sua e do bebê:

Dicas de livros para mães de primeira viagem

E que tal você aproveitar o momento da espera e se preparar para a chegada do bebê lendo alguns livros de maternidade? Separei esses livros ótimas para mães de primeira viagem:

Gostaram do post de hoje? Para mais dicas acesse:

Especialista em Parto Humanizado esclarece cinco dúvidas comuns sobre o parto normal

imagem: Parto Sem Medo

O parto normal carrega uma série de mitos e verdades que são capazes de “assustar” as futuras mamães que ainda não se submeteram ao procedimento.

Hoje o ginecologista e obstetra, Alberto Guimarães, defensor dos conceitos de Parto Humanizado e um dos responsáveis pela criação do Programa Parto Sem Medo, revela as principais dúvidas sobre parto normal:

1.      Qual a importância do pré-natal especialmente no caso do parto normal?

O pré-natal é fundamental em todas as circunstâncias, não importa se o parto será normal ou cesárea.

Durante o pré-natal é o momento em que a gestante tem toda a informação, o conhecimento e o compartilhamento de experiências.

É o período em que o médico vai orientar a gestante a respeito do procedimento:

  • quais são os sinais que mostram que está chegando a hora do parto;
  • como é a perda do tampão mucoso (secreção gelatinosa que ocorre com a proximidade do parto);
  • contrações uterinas regulares que caracterizam o trabalho de parto;
  • entre outras dúvidas que a gestante poderá esclarecer no pré-natal.

2.      Quais as vantagens/benefícios do parto normal?

No parto normal, o bebê tem uma chance maior de nascer maduro e com um pulmão funcionando melhor, pois quando ele estiver pronto ele descide nascer.

Também a mãe está mais propensa a amamentar seu bebê logo que ele nasce.

Além disso, cortar o cordão umbilical na hora adequada possibilita que uma quantidade de sangue da placenta passe para o bebê, permitindo que tenha menos chance de ter uma anemia na fase inicial.

Para a mãe, há uma grande possibilidade de ter menos sangramento, menos infecção, e ainda, não compromete o útero em uma futura gravidez.

A recuperação costuma ser mais rápida que a recuperação de uma cesárea, e isso viabiliza que a mulher consiga lidar facilmente com os cuidados necessários do bebê e dela mesma.

3.      Em quais casos o parto normal é indicado?

Toda mulher que está grávida é uma candidata natural ao parto normal.

Hoje em dia tem campanhas para que cada vez mais, médicos recomendem o parto normal para as gestantes, a não ser que o bebê esteja em uma posição transversa e que vá precisar de uma cesárea.

Ou também em casos de placenta prévia, centro ou total, que ocorre quando uma mulher já se submeteu à cesariana – a placenta fica na entrada do colo do útero e tampa o local, o que poderá ser necessário se submeter à uma nova cirurgia.

Aproveite e confira:

4.      É verdade que o parto normal alarga o canal vaginal?

Para a passagem do bebê, o canal vaginal precisa que a musculatura se alargue sim.

Mas, é importante saber que existem cuidados, exercícios e providências a serem tomadas para que essa musculatura se distenda.

Logo após a passagem do bebê, com a diminuição hormonal, e com essa nova configuração corporal, a mulher continuará tendo uma vagina normal, com musculatura apta para as relações sexuais sem quaisquer prejuízos.

A mulher não pode optar pela cesárea apenas por causa do medo de alargar o canal vaginal, até porque o peso do útero no assoalho pélvico já pode distender esse músculo. Além de uma incontinência urinária, que também pode ocorrer em quem passou por uma cesariana.  

5.      Grávida de gêmeos pode ter parto normal?                   

As grávidas de gêmeos tendem a ter partos prematuros, antes das 40 semanas.

Essa questão da prematuridade é algo a se considerar. Além disso, a posição dos bebês também é um fator importante para pensar no tipo de parto.

Para pensar no parto normal de gêmeos, o primeiro bebê precisa estar de cabeça para baixo. A diferença do peso entre eles também é importante: é necessário observar se o primeiro tem o peso igual ou maior que o segundo, visto que essa diferença não pode ser muito grande.

Mesmo que o bebê esteja sentado, e o planejamento seja fazer uma cesariana, o ideal é que se espere o tempo certo para o parto, deixando que a mãe entre em trabalho de parto para depois ser encaminhada para a cesárea.

Teste: Que tipo de pai ou mãe você é? (AVALIANDO SEU ESTILO PARENTAL)

Imagem: Pexels

O ponto de partida para quem quer se tornar um pai ou mãe melhor – como para quase todos os projetos de crescimento e domínio pessoal – é um exame de consciência.

John Gottman, psicólogo e pesquisado americano, o observou durante muitos anos famílias saudáveis e bem estruturadas, que poderiam ser classificadas de emocionalmente inteligentes, para entender o que as levava a ter uma profunda conexão com os seus filhos.

Ele descobriu que saber como lidar emocionalmente com os filhos não é coisa que os pais aprendem a usar automaticamente apenas porque os amam, nem que adquirem naturalmente quando decidem ter uma atitude positiva e carinhos para com eles.

Aproveite e confira também:

A qualidade da educação emocional está diretamente ligada a um conjunto específico de atitudes de ouvir e resolver problemas aplicado pelos pais, especialmente quando as emoções dos filhos estão à flor da pele.

Dessa pesquisa surgiu o teste de perfil parental, que ajuda o coach a identificar como os pais podem resolver os problemas emocionais com os seus filhos, uma contribuição valiosa para expandir as possibilidades de regulação do sistema familiar.

John Gottman, em seu livro Inteligência Emocional e a arte de educar nossos filhos, apresenta esse questionário a baixo para ajudar a avaliar o tipo de pai ou mãe que você é, seguido de uma descrição dos quatro estilos parentais e como os diferentes estilos afetam as crianças.

São 81 perguntas às quais os pais devem responder verdadeiro ou falso:

V = Verdadeiro
F = Falso

1- Criança realmente quase não tem motivo para ficar triste. V F
2- Acho que raiva não tem nada de mau, contanto que seja controlada. V F
3-Quando a criança faz manha, em geral só está querendo que os adultos fiquem com pena dela. V F
4- A raiva da criança merece uma folga. V F
5- Quando faz manha, meu filho fica uma verdadeira peste. V F
6- Quando meu filho está triste, espera que eu conserte o mundo e o deixe perfeito. V F
7- Eu realmente não tenho tempo para tristeza na vida. V F
8 -A ira é um estado perigoso. V F
9- Se a gente ignora a tristeza da criança, ela acaba passando. V F
10- Raiva em geral quer dizer agressão. V F
11- Criança costuma fazer manha para conseguir o que quer. V F
12- Acho que tristeza não tem nada de mau, contanto que seja controlada. V F
13- Tristeza é uma coisa que a gente tem que superar, esquecer e não ficar remoendo. V F
14- Não me importo de lidar com tristeza de criança, desde que não dure muito. V F
15- Prefiro uma criança feliz a uma excessivamente emotiva. V F
16-Quando meu filho está triste, é hora de resolver problemas. V F
17- Ajudo meus filhos a superarem logo as tristezas para que possam se dedicar a coisas melhores. V F
18- Não acho que quando a criança está triste seja uma oportunidade para lhe ensinar alguma coisa. V F
19- Acho que quando a criança está triste, ela está dando uma ênfase exagerada ao lado negativo da vida. V F
20- Quando minha filha fica brava, ela vira uma peste. V F
21- Imponho limites à raiva da minha filha. V F
22- Quando meu filho faz manha, é para chamar atenção. V F
23- A raiva é uma emoção que vale a pena explorar. V F
24- Muito da raiva da criança é consequência de sua imaturidade e falta de discernimento. V F
25- Tento transformar a irritação de meu filho em animação. V F
26- Você deve expressar a raiva que sente. V F
27- Quando minha filha está triste, é uma oportunidade de aproximação. V F
28- Criança realmente quase não tem motivo para ficar irritada. V F
29- Quando meu filho está triste, tento ajudá-lo a investigar as causas de sua tristeza. V F
30- Quando meu filho está triste, me mostro compreensiva. V F
31- Quero que meu filho vivencie a tristeza. V F
32- O importante é descobrir porque a criança está triste. V F
33- A infância é uma época de alegria, não uma época para sentir tristeza nem irritação. V F
34- Quando minha filha está triste, a gente senta e conversa sobre a tristeza. V F
35- Quando meu filho está triste, tento ajudá-lo a descobrir por que ele está com aquela sensação.
V F
36- Quando meu filho está irritado, é uma oportunidade de aproximação. V F
37- Quando meu filho está irritado, dedico um pouco de tempo a ele e a vivenciar este sentimento.V F
38- Quero que meu filho vivencie a ira. V F
39- Acho que às vezes é bom a criança sentir raiva. V F
40- O importante é descobrir por que a criança está irritada. V F
41- Quando ela fica triste, digo que é melhor ela não desenvolver o mau gênio. V F
42- Quando meu filho está triste, tenho medo de que ele desenvolva uma personalidade negativa.
V F
43- Não estou tentando ensinar a meu filho nada em particular sobre a tristeza. V F
44- Se há uma lição que eu possa dar sobre a tristeza, é que não há nada de mau em expressá-la. V F
45- Não sei se se pode fazer alguma coisa para mudar a tristeza. V F
46- Não há nada que se possa fazer por uma criança triste além de lhe oferecer consolo.V F
47- Quando meu filho está triste, tento mostrar-lhe que o amo em qualquer condição. V F
48- Quando minha filha está triste, não sei bem o que ela quer que eu faça. V F
49- Não estou tentando verdadeiramente ensinar a meu filho nada em particular sobre a raiva. V F
50- Se há uma lição que eu possa dar sobre a raiva, é que não há nada de mau em expressá-la V F
51- Quando meu filho está irritado, tento entender seu estado de espírito. V F
52- Quando minha filha está irritada, tento mostrar-lhe que a amo em qualquer condição.V F
53- Quando meu filho está irritado, não sei bem o que ele quer que eu faça. V F
54- Meu filho tem mau gênio e isso me preocupa. V F
55- Acho que é errado uma criança manifestar raiva. V F
56- Quem tem raiva não tem controle. V F
57- Uma criança manifestando a raiva é a mesma coisa que um ataque de mau gênio. V F
58- A criança se irrita para fazer o que quer. V F
59- Quando meu filho se irrita, tenho medo de suas tendências destrutivas. V F
60- Se você permite que a criança se irrite, ela vai pensar que sempre vai poder fazer o que quer. V F
61- A criança irritada está sendo desrespeitosa. V F
62- Criança é muito engraçada quando fica irritada. V F
63- A raiva em geral atrapalha meu discernimento e eu faço coisas das quais me arrependo. V F
64- Quando meu filho está irritado, é hora de resolver um problema. V F
65- Quando meu filho fica irritado, acho que é hora de lhe dar umas palmadas. V F
66- Quando meu filho fica irritado, meu objetivo é fazê-lo parar. V F
67- Não dou muita bola para raiva de criança. V F
68- Quando meu filho está irritado, em geral não levo a coisa muito a sério. V F
69- Quando estou irritada, sinto como se fosse explodir. V F
70- A raiva não leva a lugar nenhum. V F
71- É excitante para a criança manifestar raiva. V F
72- A raiva da criança é importante. V F
73- A criança tem o direito de sentir raiva. V F
74-Quando minha filha está brava, eu simplesmente descubro o que a está deixando brava.V F
75- É importante ajudar a criança a descobrir o que a irritou. V F
76- Quando minha filha se irrita comigo, penso: “Não estou querendo ouvir isso”. V F
77- Quando meu filho está irritado, penso: “Se ao menos ele tivesse jogo de cintura…”.V F
78- Quando minha filha está irritada, penso: “Por que ela não pode aceitar as coisas como elas são?”. V F
79-Quero que meu filho fique com raiva, para se defender. V F
80- Não dou muita bola para a tristeza de meu filho. V F
81- Quando minha filha está irritada, quero saber o que ela está pensando. V F

Como interpretar suas respostas:

Simplista:

Some o número de vezes que você respondeu “Verdadeiro” entre os itens: 1, 2, 6, 7, 9, 12, 13, 14, 15, 17, 18, 19, 24, 25, 28, 33, 43, 62, 66, 67, 68, 76, 77, 78, 80.

Divida o total por 25. Este é seu coeficiente Simplista.

Desaprovador:

Some o número de vezes que você respondeu “Verdadeiro” entre os itens: 3, 4, 5, 8, 10, 11, 20, 21, 22, 41, 42, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 63, 65, 69, 70.

Divida o total por 23. Este é seu coeficiente Desaprovador.

Laissez-Faire (deixar fazer sem impor limites ou consequências):

Some o número de vezes que você respondeu “Verdadeiro” entre os itens: 26, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 52, 53.

Divida o total por 10. Este é seu coeficiente Laissez-Faire.

Preparador Emocional:

Some o número de vezes que você respondeu “Verdadeiro” entre os itens: 16, 23, 27, 29, 30, 31, 32, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 51, 64, 71, 72, 73, 74, 75, 79, 81.

Divida o total por 23. Este é seu coeficiente de Preparador Emocional.

Agora compare seus quatro coeficientes.
O mais alto indica sua tendência dominante.
Olhe então para a lista a seguir que resume as características básicas de cada estilo e explica como cada um afeta a criança.

OS PAIS SIMPLISTAS

Não dão importância aos sentimentos da criança;
Ignoram os sentimentos da criança;
Querem que as emoções negativas da criança desapareçam logo;
Costumam tentar distrair a criança para fazê-la esquecer as emoções;
São capazes de ridicularizar ou fazer pouco das emoções da criança;
Acham que os sentimentos da criança são irracionais e, portanto, não contam;
Demonstram pouco interesse no que a criança está tentando comunicar;
Podem ser incapazes de perceber as próprias emoções e as dos outros;
Sentem-se constrangidos, assustados, ansiosos, aborrecidos, magoados ou espantados com as emoções da criança;
Temem descontrolar-se emocionalmente;
Dão mais importância à superação que ao significado das emoções;
Acham que as emoções negativas são prejudiciais ou “tóxicas”;
Acham que ficar pensando nas emoções negativas só vai “piorar as coisas”;
Não sabem o que fazer com as emoções da criança;
Veem as emoções da criança como uma exigência para “consertar” as coisas;
Acham que as emoções negativas mostram que a criança está desajustada;
Acham que as emoções negativas da criança depõem contra seus pais;
Minimizam os sentimentos da criança, desmerecendo os acontecimentos que causaram a emoção;
Não tentam resolver o problema com a criança; acham que os problemas se resolvem com o tempo.

Efeito deste estilo sobre a criança: Ela aprende que seus sentimentos são errados, impróprios, inadequados. Pode aprender que há algo intrinsecamente errado com ela por causa do que ela sente. Pode ter dificuldade em regular as próprias emoções.

OS PAIS DESAPROVADORES

Demonstram muitas das atitudes dos pais simplistas, mas de uma forma mais negativa;
Julgam e criticam a expressão emocional da criança;
Estão preocupados demais com a necessidade de controlar os filhos;
Enfatizam a obediência a bons padrões de comportamento;
Repreendem, disciplinam ou castigam a criança por manifestações de emoção, esteja a criança agindo mal ou não;
Acham que a manifestação de emoções negativas deve ter limite de tempo;
Acham que as emoções negativas precisam ser “controladas”;
Acham que as emoções negativas refletem deficiência de caráter;
Acham que a criança usa emoções negativas para manipular; isso provoca disputa pelo poder;
Acham que as emoções enfraquecem as pessoas; as crianças precisam ser emocionalmente fortes para sobreviver;
Acham que as emoções negativas são improdutivas, uma perda de tempo;
Veem as emoções negativas (especialmente à tristeza) com um bem a ser poupado;
Preocupam-se bastante com a obediência da criança à autoridade.

Efeitos deste estilo sobre a criança: Os mesmos que os do estilo Simplista.

OS PAIS LAISSEZ-FAIRE (deixar fazer sem impor limites ou consequências)

Aceitam livremente qualquer expressão de emoção por parte da criança;
Reconfortam a criança que esteja experimentando sentimentos negativos;
Quase não procuram orientar o comportamento da criança;
Não orientam a criança sobre as emoções;
São permissivos, não impõem limites;
Não ajudam a criança a resolver problemas;
Não ensinam à criança métodos para solucionar problemas;
Acham que pouco se pode fazer a respeito das emoções negativas, a não ser afastá-las;
Acham que administrar emoções negativas é uma questão de hidráulica; basta liberar a emoção;

Efeitos deste estilo sobre a criança: Ela não aprende a regular as emoções; tem dificuldade de se concentrar, de fazer amizades, de se relacionar com outras crianças.

OS PAIS PREPARADORES EMOCIONAIS

Vêem nas emoções negativas uma oportunidade de intimidade;
São capazes de perder tempo com uma criança triste, irritada ou assustada, não se impacientam com a emoção;
Percebem e valorizam as próprias emoções;
Veem nas emoções negativas uma oportunidade importante para agirem como educadores;
São sensíveis aos estados emocionais da criança, mesmo os sutis;
Não ficam confusos nem ansiosos com a expressão de emoção da criança, sabem o que precisa ser feito;
Respeitam as emoções da criança;
Não ridicularizam nem fazem pouco das emoções negativas da criança;
Não dizem como a criança “deve” se sentir;
Não sentem que precisam resolver todos os problemas para a criança;
Usam os momentos de emoção para:
• Escutar a criança;
• Demonstrar empatia com palavras tranquilizadoras e afeição;
• Ajudar a criança a nomear a emoção que ela está sentindo;
• Orientar na regulamentação das emoções;
• Impor limites e ensinar manifestações aceitáveis da emoção;
• Ensinar técnicas de solução de problemas.

Efeitos deste estilo sobre a criança: Ela aprende a confiar em seus sentimentos, regular as próprias emoções e resolver problemas. Tem autoestima elevada, facilidade de aprender e de se relacionar com as pessoas.


Criança engasgada: você sabe o que fazer?

imagem: Hemocord

Você sabia que crianças menores de 10 anos, idosos, pacientes psiquiátricos e alcoólatras são os mais vulneráveis quando o assunto é engasgo?

Em geral o engasgo por corpos estranhos é acidental. A incidência é de 45% de zero aos 10 anos, 12% dos 11 a 50 anos, e cai para 5% dos 51 aos 70 anos de idade. E também é mais frequente em homens (56% dos casos) do que em mulheres (44%).

Entre os responsáveis pelo engasgamento estão:

  • moedas, ossos e espinhas de peixes

Entre as principais causas para os engasgos estão:

  • a ausência de dentes molares com menor habilidade para mastigar bem os alimentos;
  • a capacidade visual reduzida, o que dificulta na distinção entre diferentes objetos;
  • a distração;
  • o abuso de álcool;
  • e o uso de ‘pauzinhos’ para comida japonesa.

Dra. Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica que em crianças os corpos estranhos mais comuns no caso de engasgos são as moedas (60% dos casos em crianças). Bolinha de gude, botão, baterias, alfinete, tampa de garrafa também fazem parte.

Em adultos, os corpos estranhos mais comuns em caso de engasgo são ossos/espinhas (de alimentos), dentaduras/próteses, fios metálicos (farpas ou cerdas).

Ossos/espinhas (40% dos casos) são os principais, seguidos das moedas (38%), bolos de carne (7%), dentadura (5%), tampas de garrafas (2%), baterias (1%).

“Os corpos estranhos quando ultrapassam o esôfago, em geral, passam sem intercorrências por todo trato digestivo em 70 a 80% dos casos e sairão pelas fezes. A área do pomo de Adão (região da cricofaringe) é o local da via digestiva em que mais comumente se alojam esses corpos estranhos (78% dos casos), seguido do esôfago em 18%. Base de língua, amígdala e seio piriforme respondem pelos demais locais”, explica a médica.

O diagnóstico pode ser feito por exame indireto da laringe ou por meio de Raio-X lateral do pescoço. O procedimento usado para remoção destes corpos estranhos é a endoscopia faringolaríngea (78% dos casos), seguida da esofagoscopia/endoscopia digestiva (18%).

Como perceber que a criança está engasgada

Os principais sintomas são:

  • dor,
  • desconforto,
  • dificuldade para engolir e estridor laríngeo
  • tosse persistente pode estar presente, tentativa do organismo de livrar a área do corpo estranho.

“No caso dos bebês/lactentes roncos estranhos, estridor laríngeo, ruídos laríngeos, associados ao choro, podem ser um sinal. Pigarro e rouquidão podem fazer parte do cortejo de sintomas. Em geral a criança refere dor e desconforto que se intensifica ao engolir. É difícil não perceber, a não ser que a criança esteja desacompanhada no momento do evento e já tenha passado para fase dois do engasgo”

Agora Dra. Jeanne explica as três fases do engasgamento:

  1. Entalamento –  nesse primeiro estágio os sintomas incluem tosse e asfixia, além de dor e dificuldade para engolir, vômito, salivação excessiva, extridor laríngeo também podem ocorrer.
  2. Impactação –  o corpo estranho se aloja e os reflexos cessam, nessa fase o paciente é assintomático.
  3. Complicações – podem ocorrer na terceira fase e incluem obstrução, erosão, infecção. Quanto mais precocemente o corpo estranho for removido mais rápido será o alívio dos sintomas e menores as chances de complicações (ulceração, obstrução, perfuração, desidratação). Em casos eventuais de engasgos com osso de galinha e farpas ou cerdas de aço (escondidas na comida), o corpo estranho pode migrar para glândula tireoide com outras complicações. O desconforto respiratório também pode ser uma das complicações e em casos eventuais até a morte.

O que se deve fazer quando perceber que a criança está engasgada?

Dra. Jeanne explica que nos casos leves (tosse) a conduta é colocar a criança na posição vertical e dar umas batidinhas nas costas com o intuito que o corpo estranho, seja alimento ou outro, seja expelido para fora ou siga seu caminho ao longo do tubo digestivo.

“Entretanto, se o corpo estranho não for expelido pela boca e ainda nos casos graves, quando a criança sufoca, tem dificuldade de respirar, começa a ficar arroxeada, é preciso levar o mais rápido possível à unidade de pronto atendimento médico mais próxima”, orienta a especialista.

E o que não fazer diante de uma criança engasgada?

Sintomas que não cedem e/ou se intensificam indicam necessidade urgente de levar o menor no pronto atendimento médico mais próximo. “Nada de ficar aguardando. Corpos estranhos faringo-esofágicos são duas vezes mais frequentes que os brônquicos. Em crianças, costumam ficar entalados no esôfago, já que possuem um diâmetro menor quando comparado aos adultos”, explica Dra. Jeanne.

Segundo a especialista da USP, sequelas tardias podem incluir fístulas no esôfago ou traqueia, e ocorrem especialmente quando se assume erroneamente que o corpo estranho foi expelido e este fica muito tempo impactado em algum ponto da via. Por isso, o ideal, é que a remoção seja realizada de 24 a 48 horas do ocorrido, para evitar o risco de complicações.

Aproveite e confira esse vídeo:


Crianças de dois anos não são terríveis (sobre o famoso terrible two)

Imagem: Pixabay

Elas estão apenas aprendendo a ser humanas – por Dr. Tovah Klein

Pergunte a qualquer pai ou mãe o que eles mais desejam para os filhos e a maioria dirá: “Quero que meu filho seja feliz”.

Sim, os pais também querem que seus filhos sejam seguros e resilientes, sabendo que o mundo pode ser um lugar adverso e que, para realmente ter sucesso na vida – seja lá o que aspirem fazer ou ser – eles precisam desenvolver certas habilidades emocionais.

Eles também dizem que querem que seus filhos sejam “gentis”, “atenciosos”, “respeitosos” e freqüentemente “bem-sucedidos”, “inteligentes”. Esses são todos valores que a maioria de nós compartilha. Quem não gostaria que uma criança crescesse para ser gentil, carinhosa, bem-sucedida e feliz?

Mas podemos realmente fazer nossos filhos felizes? Podemos forçá-los a ser genuinamente gentis?

Não. Nós realmente não podemos fazer nossos filhos fazerem nada. Podemos beijá-los, amá-los, abraçá-los e satisfazê-los. Nós podemos contactá-los para uma infinidade de atividades, planejar brincadeiras e férias, dar-lhes aulas de música, aulas de mandarim, ginástica, futebol e balé, e fazer o nosso melhor para levá-los às melhores escolas.

Mas pense nisso por um momento – é “felicidade” realmente o que estamos procurando afinal?

Esse ímpeto que temos como pais que buscam a felicidade, muitas vezes é rapidamente superado, nossos filhinhos rechonchudos podem cantarolar, chorar, cuspir e acordar-nos à noite até que estejam por volta de um ano e dez meses. Então, tcharam! Assim que chegam aos dois anos de idade, de repente e como se de um dia para o outro, temos um novo conjunto de regras para eles: queremos que eles se comportem, escutem, sigam as regras e “sejam bons”. E assim que mudamos nossas expectativas perante nossos bebês, vemos todo o inferno surgir. Um interruptor é ligado e nossos pequenos e bondosos se transformam em crianças exigentes, irracionais e muitas vezes desafiadoras. Nós nos preocupamos que, se não reprimirmos seus comportamentos “ruins” agora, eles terão esses comportamentos para sempre.

Pode ser surpreendente saber que os pais muitas vezes – involuntariamente, não intencionalmente – atrapalham suas crianças a se tornarem crianças e adultos mais bem ajustados, empáticos, resilientes e felizes.

Os pais geralmente pensam que estão fazendo o que é melhor para seus filhos, quando, na verdade, tudo o que estão fazendo é bloquear as necessidades que estão no âmago de quem é essa criança. E quando nós sufocamos essas necessidades, ou simplesmente as negligenciamos, quando nós, inconscientemente ou não, tentamos moldar nossos filhos, e moldar seu comportamento de acordo com algumas expectativas preconcebidas de quem eles são e quem nós pensamos que eles deveriam ser, nós os sufocamos. Nós lhes negamos a base crucial necessária para que cada criança cresça bem. Ao entrar em seu caminho, podemos inadvertidamente sabotar o desenvolvimento de nossos filhos, tiramos sua capacidade de compreender a si mesmos, de explorar o mundo de uma maneira que faça sentido para eles e incentive sua curiosidade. Nós truncamos a motivação deles para aprender. Nós tiramos a confiança deles para forjar relacionamentos, e o mais crucial de tudo, nós interrompemos a habilidade deles de desenvolver as habilidades emocionais necessárias para eles terem sucesso na escola e na vida.

Não me refiro ao sucesso na forma imposta nos dias de hoje: que eles se tornarão alunos brilhantes, atletas incríveis, artistas talentosos ou os próximos grandes inovadores de negócios – embora tudo isso possa acontecer também. O que quero dizer com sucesso é: uma pessoa que se sente confiante para explorar o mundo ao seu redor com entusiasmo e curiosidade, que não tem medo de errar, que se sente seguro o suficiente para começar a fazer amigos e que se sente bem ajustado, se recupere quando estiver desapontada. Uma pessoa que pode lidar com a vida é motivada a aprender, se sustenta e se preocupa com os outros.

Parece bom demais para ser verdade? De modo nenhum.

“Toddlers” (crianças na faixa dos 2 anos) fazem ou dizem muitas coisas que, do ponto de vista adulto, parecem ser irracionais, não socializadas ou até mesmo absurdas. De fato, muitas das escolhas aparentemente ilógicas de nossas crianças nos deixam muito nervosos. Nós podemos ficar envergonhados.

Nós tendemos a corrigi-los exageradamente, criticá-los ou simplesmente pará-los. Como adultos, vemos o comportamento errático dos nossos bebês como a necessidade de serem controlados porque parecem estar fora de controle, o que, de um ponto de vista adulto, eles podem estar. É quando tendemos a recorrer a generalizações sobre os “terríveis dois anos” – ou três ou quatro. Nós vemos crianças nesta idade como mal comportadas ou rudes ou não ouvindo ou fazendo birras por nada. Mas quando olhados com olhos renovados, esses maus comportamentos podem fazer sentido, até para nós. Então você será capaz de orientar seu filho através dele para um modo de ser mais socializado.

Então, o que os pais e mães podem fazer? Existem seis maneiras principais que os pais e mães podem interagir com seus bebês:

1. Seja o espelho, dê uma sensação de segurança e ordem relativa;

2. Escute as crianças, em vez de sempre falar e direcioná-las;

3. Dar às crianças liberdade para brincar e explorar por conta própria;

4. Permita que as crianças tenham espaço e oportunidades para lutar e fracassar;

5. Trabalhar para entender quem é cada criança e o que ela precisa em uma determinada idade; e

6. Forneça às crianças limites e orientação.

Essas ações simples dão a qualquer criança uma base sólida para crescer durante um tempo em que elas estão apenas começando a se testar e a se entender em relação aos outros e a responder e administrar seus sentimentos complexos.

E adivinha o que acontece quando interagimos com nossos filhos dessa maneira? De repente, nos separamos das batalhas; calma e clara o suficiente para responder ao que nosso filho realmente está precisando em um dado momento (ao invés de começar com o que o adulto precisa naquele momento); e flexível o suficiente para dar às nossas crianças escolhas e, ao mesmo tempo, fornecer apoio e limites.


Texto original no inglês:
https://www.mother.ly/child/two-year-olds-arent-terrible-theyre-just-learning-how-to-be-human

Traduzido por: Instituto Aripe

Hanseníase na gravidez

imagem: Terra

A hanseníase é uma doença crônica e transmissível, é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que se multiplica lentamente, levando a sintomas que podem demorar até 20 anos para aparecer.

Essa doença afeta principalmente os nervos periféricos e está associada a lesões cutâneas características. Sem tratamento, pode causar danos aos nervos, demonstrados por fraqueza nas mãos e pés e pela presença de deformidade visível. Embora a doença seja completamente curável, com uma terapia gratuita, a demora em começar o tratamento pode levar à incapacidade permanente.

Atualmente, mais de 200 mil novos casos de hanseníase são detectados no mundo a cada ano. Dessas ocorrências da doença, 80% são registradas em três países – Brasil, Índia e Indonésia.  A patologia foi eliminada como problema de saúde pública em 23 países das Américas — isso significa que, nessas nações, há menos de um caso de hanseníase em cada 10 mil habitantes registrados para tratamento. Em 2017, 29.101 novos episódios de hanseníase foram registrados no continente americano — mais de 93% deles no Brasil. 

Fonte: https://nacoesunidas.org/no-rio-agencia-da-onu-pede-fim-do-estigma-para-combater-hanseniase/

Hoje o ginecologista e obstetra Dr. Alberto Guimarães explica sobre a Hanseníase durante a gravidez:

Que problemas a hanseníase durante a gravidez pode trazer à mãe e ao bebê?

A hanseníase começa de uma forma aparentemente inocente, com uma alteração na pele, e o desfecho pode levar a grandes mutilações, por isso antigamente quando um infectado era identificado ele era isolado, porque as pessoas começam a perder partes do corpo devido ao processo de atrofiamento e deformação, o que acabava causando uma segregação, sem o convívio com a sociedade.

Como é o tratamento da doença quando a paciente está grávida?

Como é uma doença que avança de uma maneira lenta e gradual, muitas pessoas que nem sabem que tem hanseníase acabam engravidando. Caso o diagnóstico seja feito durante a gestação, a principal questão é o tratamento que envolve vários medicamentos e que podem ter alteração no bebê, mas isso depende da fase que foi feito esse diagnóstico e do momento e que se inicia o tratamento. O tratamento da hanseníase dentro e fora da gravidez é o mesmo, com polimendicação, ou seja, a utilização de vários medicamentos.

Como a gestante pode evitar a hanseníase?

A hanseníase é transmitida principalmente por meios respiratórios, então é importante para a mulher – e não só a gestante – evitar os grandes conglomerados, a convivência em espaços com pouca ventilação, ou lugares aonde as pessoas não tem muita higiene.

Uma abordagem interessante seriam campanhas que pudessem lembrar as pessoas que a hanseníase continua existindo, mesmo que a gente viva em um momento onde o Zika Vírus exige muitos recursos para descobrir como lidar com esse vírus, no Brasil ainda existem mais de 30 mil casos de hanseníase novos por ano e que passam despercebidos.

É necessário que as pessoas estejam atentas ao seu próprio corpo e principalmente lembrar que manchas na pele e diminuição de sensibilidade (térmica, dolorosa e tátil) são situações que precisam ser investigadas.

Se for feito o diagnóstico, a pessoa tem que entender a importância de fazer o tratamento, geralmente o tratamento é longo, dependendo da fase da doença, e não é algo que termina em uma semana ou um ano, é um acompanhamento. É interessante ficar claro essa importância do tratamento e ser indicado, caso a mulher saiba que contraiu essa doença, a esperar a cura para depois engravidar.

Aproveite e confira:

O pré-natal de uma gestante com hanseníase é diferenciado?

O pré-natal de uma mulher que tem hanseníase será sim diferenciado, já que dependendo da gravidade da doença podem existir sequelas na criança.

Na hanseníase a questão começa pela pele, mas o bacilo causador da doença tem preferência por atacar os nervos periféricos e a partir disso começam as outras complicações, inclusive a doença pode comprometer a visão por conta da alteração do nervo ótico, atrofiar músculos, alteração da movimentação.

Além da pessoa também perder a autoestima e acabar se isolando, devido à essas situações.

Durante o pré-natal, são tomados cuidados gerais para diminuir estas complicações referentes ao ataque dos bacilos nos nervos periféricos da mãe.

O recomendado é que a mulher que tenha hanseníase espere estar curada para engravidar, porém, muitas mulheres engravidam nesse período, e o Brasil tem mais de 30 mil casos de hanseníase por ano, segundo a OMS. O que contribui para esse cenário, na sua opinião?

São vários os fatores que contribuem para que a hanseníase não seja erradicada no Brasil. A hanseníase é o que chamamos de “doença silenciosa”, ela começa na pele, de forma pouco perceptível, e em embora seja uma patologia de fácil identificação médica, muitas vezes as mulheres que estão infectadas engravidam porque nem sabem que estão com essa doença.

Outro fator é que a doença tem um tratamento longo e muitas vezes as pessoas abandonam os remédios por não verem resultados imediatos.

O que agrava ainda mais a situação é que no Brasil não há políticas públicas que incentivem o planejamento familiar, então se a mulher engravida por acidente as chances de o bebê ter como consequência doenças graves é ainda maior.

A hanseníase é uma questão de saúde pública, ainda mais por se tratar de uma doença que se prolifera com mais incidência em classes sociais menos favorecidas, que vivem em espaços menores, com mais pessoas e com poucas condições de higienização.

310,281FãsCurtir
36,537SeguidoresSeguir
10,778InscritosInscrever