Colostro - o que é, e para que serve?

Colostro – o que é, e para que serve?

O colostro é o primeiro leite que a mulher produz para amamentar o bebê, nos primeiros dias após o parto (de 2 a 4 dias), e é o alimento ideal para o recém-nascido.

Ele é rico em proteínas e nutrientes, ele tem baixo teor de gordura, sendo fácil de digeri-lo, e com todos os componentes necessários para o desenvolvimento do bebê.

Ele fica acumulado nas células alveolares dos seios nos últimos meses de gestação, tendo uma cor amarelada e sua textura é bem espessa. Sua composição também é bem diferente do leite materno maduro, pois o colostro é produzido para atender as necessidades específicas dessa fase inicial da vida do bebê.

Qual a composição do colostro?

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O colostro é rico em proteínas, principalmente imunoglobina, peptídeos antimicrobianos, anticorpos e outras moléculas bioativas que possuem propriedades imunomoduladoras e anti-inflamatórias que estimulam o desenvolvimento do sistema imunológico do bebê, protegendo-o de muitas doenças.

A cor amarelada que o colostro tem, é devido a presença de carotenóides, que no organismo são transformados em vitamina A, que também coopera com o sistema imune do bebê e sua saúde visual (a deficiência de vitamina A é a principal causa de cegueira em todo o mundo), além de atuar como antioxidante, que ajuda a diminuir os riscos de desenvolver doenças crônicas. Os bebês no geral nascem com baixas reservas de vitamina A, e o colostro ajuda a compensar essa deficiência.

Ele também é rico em minerais como magnésio que ajuda no funcionamento do coração e reforça os ossos, o cobre que ajuda a desenvolver o sistema imunológico e o zinco que ajuda no desenvolvimento do cérebro do bebê que está em rápido desenvolvimento.

Além de que a textura do colostro é de fácil digestão, contribuindo para o desenvolvimento do sistema gastrointestinal e assim favorecendo a microbiota intestinal.


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Porque o colostro é importante para o bebê?

1- O colostro por ser o primeiro leite a ser ofertado ao bebê, ele favorece a relação entre a mãe e o bebê, criando ali um vínculo de amor e cuidado.

2- O colostro diminui o risco de morbidade e mortalidade infantil, pois favorece o sistema imunológico do bebê.

3- Contribui para a maturação do sistema gastrointestinal do bebê, pois ele é rico em componentes que estimulam o desenvolvimento da mucosa intestinal do bebê, enquanto isso os probióticos do colostro alimentam e desenvolvem as bactérias “boas” no intestino do bebê.

4- Ele combate as infecções, o sistema imunológico do bebê ainda está em formação portanto ele está muito suscetível a ação de vírus e bactérias nos primeiros meses de vida, e portanto o colostro ajuda no fortalecimento da imunidade do bebê. Até dois terços do colostro são de glóbulos brancos, que protegem o bebê contra infecções e fortalecem seu sistema imunológico, pois os glóbulos brancos presentes no colostro, neutralizam as bactérias e vírus. Além de que o colostro é rico em um anticorpo fundamental chamado sIgA, e sua principal função é proteger o bebê contra doenças revestindo o trato gastrointestinal sem passar pela corrente sanguínea, o que acontece é que “As moléculas que forneceram proteção imunológica contra infecções na mãe são transportadas no sangue para os seios, juntam-se para formar o sIgA e são secretadas no colostro, sendo assim o sIgA fica concentrado no revestimento de muco do intestino e no sistema respiratório do bebê, protegendo-o contra doenças que a mãe já teve” (Professor Hartmann).

5- Os anticorpos presentes no colostro, são eficazes contra distúrbios digestivos e diarréia, o que é vital para o recém-nascido com um intestino ainda imaturo, em fase de desenvolvimento.

7- O colostro também age como laxante, facilitando a evacuação com mais frequência, ajudando assim o bebê a eliminar do intestino tudo o que ingeriu da mãe no ventre, em forma de mecônio (fezes escuras e pegajosas), conhecidas como as primeiras fezes do bebê.

8- Combate a icterícia, pois evacuar com frequência (por conta do colostro, atuando como laxativo), reduz o risco de icterícia. E isso acontece porque o bebê nasce com altos níveis de células vermelhas, que são responsáveis por levar o oxigênio para todo o corpo, quando essas células estão decompostas o fígado do bebê ajuda a processá-las criando um subproduto chamado bilirrubina, no entanto se o fígado do bebê ainda não estiver desenvolvido o suficiente para processar a bilirrubina, ela acaba por se acumular no organismo e provoca a icterícia. As propriedades laxantes do colostro ajudam o bebê a expulsar a bilirrubina nas fezes.

9 – Ajuda o bebê na transição do útero para o mundo exterior, pois como o colostro tem composição semelhante ao do líquido amniótico (que o bebê engoliu e excretou no útero), é o facilitador ideal para sua transição para o mundo exterior.

Como acontece a transição do colostro para o leite maduro?

Em torno de dois a quatro dias o leite materno deve “descer”, ou seja, os seios ficam mais firmes, mais túrgidos (você pode até ter dores e febre nesse momento), é quando o colostro deixa de ser produzido e no lugar dele a mama irá produzir o leite de transição, que é mais branco e cremoso que o colostro, isso é um processo natural e espontâneo do organismo da mulher visado as necessidades fisiológicas do bebê.

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