Antes de engravidar da minha primeira filha eu e meu marido tínhamos uma loja de artigos nerds (eu cuidava da loja e ele continuava no seu emprego), estávamos procurando um novo local para nossa loja até que descobrimos que eu estava grávida, e sim foi uma gravidez planejada, mas quando soubemos da gravidez decidimos fechar a loja. Então a partir desse momento eu iria ser uma mãe que fica em casa para cuidar dos filhos.

Confesso que antes não tínhamos conversado sobre como seria minha vida profissional depois que tivéssemos filhos… mas então quando fechamos a loja decidimos que eu ficaria em casa para cuidar da Isabela. E assim é até hoje, 4 anos depois e com duas filhas.

Ok, eu trabalho, trabalho hoje com o blog, mas trabalho de casa (graças a Deus), naquelas horas vagas (ainda estou tentando ajustar os meus horários de trabalho desde a chegada da Elisa, afinal agora tenho que cuidar de duas), já trabalhei muito no blog, de acordar mega cedo e dormir mega tarde, hoje já não faço mais isso (não consigo kkkkkk), só em algum trabalho muito especial que não consigo terminar no tempo que tenho separado para isso durante o dia. Mas então… eu trabalho de casa e com companhia das filhas.

Já estou acostumada a quase nunca sair e muito menos sair sozinha, minhas saídas sozinha são bem poucas, vou sozinha fazer as unhas (que é na frente da minha casa), fiquei 5 dias internada no hospital com pneumonia durante a gravidez da Elisa (baby2), vou sozinha quando tenho que fazer algum exame de sangue e viajei sozinha esses dias (foi apenas 1 dia, fui para São Paulo sozinha, saí enquanto as gurias estavam dormindo e voltei tarde da noite).

Meus dias são praticamente sempre a mesma coisa, minha rotina mudou depois que a Elisa nasceu, a Isabela sempre acordou mais tarde, então quando ela acordava eu já estava pronta, de banho tomado, maquiada, já tinha trabalhado um pouco no blog e estava pronta para começar o dia com ela. Hoje a Elisa acorda mais cedo e eu não consigo acordar mais cedo que ela para tomar banho e e me arrumar, então ela acorda, dou mama, brinca, fruta, a irmã acorda e segue eu de pijama pela casa, quando a Elisa vai para o berço tirar sua soneca eu aproveito e vou para o banho enquanto Isabela brinca ou assiste tv na sala. E agora sim, meu dia vai começar, nada como um banho para dar aquela animada.

Todas as manhãs é o meu tempo de ficar com a Isabela, lemos, conversamos, brincamos, depois já é hora de fazer o almoço, coloco roupa para lavar, recolho a roupa do dia anterior, coloco mais roupa na cerca, guardo as roupas (é muita roupa hein) arrumo um pouco da zona que fica na casa, passo aspirador de pó em toda casa, trabalho um pouco, vamos na pracinha do prédio (ou outra saidinha a tarde), lavo louça (e sempre tem mais e mais louça para lavar), ainda faço as papinhas da pequena, tem a hora do lanche com a mais velha, a noite janta ou cafezão, sempre, sempre tem coisa pra arrumar na casa. Mas claro que marido participa de tudo quando está em casa, mas durante o dia ele trabalha…

As vezes confesso que sinto falta de sair um pouco de casa, menos do que a necessidade de sair que eu tinha quando a Isabela nasceu, eu precisa sair, precisa ver gente, precisava conversar com adultos, era uma necessidade enorme. Agora não é essa angústia toda, sou bem mais tranquila quanto a isso, mas sinto vontade de sair de vez em quando, CLARO, que quando falo “saída” são com minhas duas filhas junto… então agora principalmente que a Isabela está de férias, procuro fazer algumas saídas, ir na casa de amigos (amigos=crianças), ir nos shopping que tem atividades para crianças, ir mais na praça do condomínio e assim segue.

Esses dias eu fui com as duas em um shopping que não é muito perto da nossa casa, fomos de táxi, mas é um momento doido, uma criança, uma bebê, bolsa, celular, a bebê chora a outra canta e grita para a bebê parar de chorar e assim vamos. Chegamos no shopping e fui direto no lugar que empresta carrinho de bebê para poder colocar a Elisa e assim não ficar carregando 7 kilos de gostosura por sabe-lá quanto tempo no colo. Para minha triste surpresa, esqueci a carteira em casa, saí completamente sem documentos, sem dinheiro, sem cartão de crédito, sem absolutamente nada, mas claro que na bolsa tinha, água das gurias, roupa extra, carteira de vacinação, brinquedinhos e kit de troca de fralda… Como eu paguei o táxi? Pelo aplicativo no celular, como sempre pago, então nem procurei a carteira no táxi… só vi no shopping. Aí não pude pegar o carrinho emprestado, liguei para o marido e saiu do serviço foi lá para o shopping nos socorrer, consegui pegar um carrinho emprestado, Isabela conseguiu brincar nas atividades gratuitas e pagas, fomos no mercado e depois fomos todos para casa. Mas que cabeça de mãe hein…

Resumindo saio pouco de casa, e quando saio é com a família toda. Mas claro, tem as saídas com o maridão, só que desde que a Elisa nasceu, nossas saídas que antes eram só nós dois agora são nós 3, pois a vovó ainda não se arrisca a ficar com as duas juntas, fica só com a Isabela (que é a mais velha). Mas pelo menos é um momento nosso (a 3, ok) mas sem programação infantil, saímos para tomar café, lanchar, dar uma volta no shopping, é bom quando conseguimos fazer nossas saídas.

Este é um pouquinho do meu dia a dia, o dia de uma mãe que fica em casa com os filhos. 4 anos depois posso dizer que foi a melhor decisão que tomamos, adoro estar presente, acompanhar esses 4 primeiros 4 anos da Isabela e agora também poder acompanhar o crescimento da Elisa é um presente de Deus. Estar presente quando começam a sentar, comer, andar, correr, descobrir as coisas dentro de casa, descobrir a areia da praça desde cedo, as primeiras palavras, os sorrisos, a cantoria, responder as milhares de perguntas por dia da Isabela, ler vários livros infantis, fazer cosquinha, brincar de salão de beleza, fazer comida juntas, conversar, ficar abraçada no sofá e muito mais não tem preço.

Ser mãe não é fácil, nem pra quem fica em casa, nem para quem trabalha fora, mas é uma missão maravilhosa, a missão mais importante que Deus deu para nós!