Barato, nutritivo e acessível a todos, o ovo é um grande aliado na alimentação infantil, uma solução alimentar saudável, agradável ao paladar de (quase) todas as crianças, de todas as idades e é fundamental para as crianças.

Recentemente, vários estudos científicos têm comprovado os benefícios do consumo regular de ovos, especialmente durante a infância. Alimento de fácil aceitação pelas crianças, saboroso, versátil para uma grande variedade de receitas, barato, acessível a todos, o ovo é muito recomendado para compor a dieta neste período da vida.

Ao longo do crescimento e desenvolvimento das crianças, o processo de alimentação passa por algumas fases (muitas fases!).

As fases da alimentação:

Enquanto feto, a maior parte dos nutrientes é transmitida por meio do cordão umbilical, o que torna essencial a boa alimentação das gestantes. Inclusive, é recomendado que aumentem a ingestão de ovos no período, pela maior demanda nutricional que possuem.

Depois do nascimento até os seis meses de vida, a alimentação das crianças deve ser constituída essencialmente do leite materno, quando a amamentação é possível. No entanto, a partir do sexto mês se deve incluir, de forma gradual, novos alimentos na rotina de um bebê. “A alimentação pode incluir papas salgadas, nas quais o ovo deve ser inserido triturado. Com o passar dos meses, a textura destas papinhas deve ser alterada para um alimento cada vez menos amassado, até que ela consiga consumir receitas similares às dos pais”, aconselha Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil.

Nesta fase da vida as necessidades de proteína são mais altas no organismo, pois esta substância participa diretamente na formação e no crescimento de diversos tecidos. Neste sentido, o ovo se torna uma opção muito interessante por diversas razões. A primeira delas é que, em média, cada unidade do alimento fornece 6g de proteína completa, de alto valor biológico – ou seja, possui em sua composição aminoácidos essenciais para o organismo. Outro benefício do ovo é sua fácil digestão e absorção pelo corpo, que aproveita muito bem a capacidade nutricional.

Assim como nos adultos, também fazem parte das demandas nutricionais da criança todos os micronutrientes, sobretudo as vitaminas e minerais, além de carboidratos e gorduras, necessárias ao fornecimento de energia. “Os ovos são ricos em vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e do complexo B, em minerais como ferro, fósforo, zinco e selênio, além de luteína e zeaxantina, e ácidos graxos essenciais para a boa saúde das arterias, além de nutrientes com função antioxidante, que combatem radicais livres”, explica Lúcia.

Alimentação Infantil:

  • Ovo é o aliado para combater a anemia

É bem comum a ocorrência de anemia em crianças, também conhecida como anemia infantil. Definida como uma redução na concentração de hemoglobina e vinculada à deficiência de substâncias como o ferro e outros nutrientes, a anemia é classificada como a mais prevalente carência nutricional do mundo.

Para ajudar a prevenir a incidência desta enfermidade, que pode acarretar prejuízos sérios no desenvolvimento psicomotor e na capacidade de aprendizagem de crianças, o ovo surge como poderoso aliado.

Além de ser fonte de ferro, o alimento contém a vitamina B12 e ácido fólico, componentes que funcionam como “matéria-prima” para a hemoglobina, ao lado da vitamina C, presente em frutas e verduras, e o selênio que tem grande participação no aumento de imunidade.

  • Importância da “Colina” na fase de crescimento

Alem de possuir tantas substâncias e nutrientes essenciais ao desenvolvimento do organismo, o ovo tem recebido recentemente grande destaque da classe médica por ser um alimento rico em colina. “Esta é uma das vitaminas mais importantes no que se refere ao processo de desenvolvimento cognitivo de crianças, além de aumentar o foco em atividades intelectuais, como os estudos, e oferecer maior disposição para a prática de exercícios físicos”, recomenda a equipe técnica do IOB.

Os benefícios do nutriente se estendem às gestantes e ao feto. Já é comprovado que o aumento da ingestão da colina durante a gravidez reduz os riscos de defeitos no fechamento do tubo neural – estrutura esta responsável por dar origem ao cérebro e à medula espinhal no feto, e essencial para que o sistema nervoso tenha formação e desenvolvimento apropriados. Isso diminui a possibilidade de que os bebês, ao longo da vida adulta, desenvolvam diabetes e hipertensão.