A importância de contar histórias

A importância de contar histórias

Contar histórias é um legado da humanidade pois a linguagem oral é uma das mais antigas formas de comunicação existentes, desde os primórdios antes mesmo da escrita as histórias eram contadas ao redor do fogo de pessoa para pessoa, compartilhando experiências e passando de geração a geração fatos, lendas, histórias reais, engraçadas ou dramáticas, tendo assim um papel fundamental no desenvolvimento da cultura dos povos.

O ato de ouvir histórias contribui para o pensamento crítico, aprendendo com as experiências dos outros é possível construir uma melhor experiência para o futuro, não repetindo os mesmos erros do passado por exemplo, pois cada história carrega consigo também uma lição de vida.

Portanto contar histórias é muito importante para a educação como uma atividade lúdica e prazerosa, levando a criança ao contato com o abstrato, com um mundo imaginário e também com outras culturas, além da sua própria cultura, transmitindo um significado de pertencimento e também de poderem escrever sua própria história.

As narrativas orais de modo geral são : cantigas, poemas, lendas, fábulas parábolas, contos folclóricos, contos de fada, etc. Toda vez que uma história é contada, ela sofre interferência indireta do locutor, portanto ela é recriada. Sendo assim muitos autores fazem exatamente isso, elaboram obras literárias a partir de narrativas orais, como por exemplo Jean de La Fontaine que publicou em 1668 o primeiro livro de fábulas, cuja origem é atribuída a ESOPO com narrativas populares da Grécia Antiga. Assim como os contos de fada tradicionais que originalmente trazem narrativas que abordam violência, abandono, morte e outros tabus. Assim a Disney e outros autores recriaram alguns desses contos de fada com suas influências.

Alguns motivos para incentivar à contação de histórias para as crianças:

contar histórias para crianças
Contação de histórias. Imagem: br.depositphotos.com

A leitura cria proximidade, cria conexão, ela aproxima e traz para perto, um bom hábito para se alimentar junto com seus filhos;

A contação de histórias pode ser uma alternativa de entretenimento saudável, podendo substituir horas em frente as telas (como computador, videogame, ipad, celular, etc.) por momentos prazerosos de interação com a família.

Antes da hora de dormir, ela pode acalmar, criando o hábito de fazer uma leitura antes de dormir ela contribui para uma boa noite de sono;

Contar histórias ajuda a criança a acompanhar melhor os currículos escolares e se desenvolver melhor na escrita e na leitura.

Estimula a criatividade e a imaginação.

Histórias com finais diferentes ou com o final livre permitem que a criança exercite sua criatividade e seu senso crítico criando ou escolhendo um final para a história.

Respeite as idades dos seus filhos bem como seu desenvolvimento, escolhendo leituras que sejam adequadas a faixa etária, por exemplo crianças menores gostam de histórias mais curtas e muitas ilustrações, enquanto crianças maiores já conseguem ouvir histórias mais longas sem ou com poucas ilustrações.


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Como ser um bom contador de histórias

Para cativar seus ouvintes é necessário algumas técnicas simples mas que contribuem e muito para que a narrativa seja mais interessante e prenda o ouvinte.

Ler a história antes de contá-la, isso mostra mais domínio na hora da leitura, transmitindo mais segurança ao ouvinte e com esse planejamento prévio você pode se preparar e dar uma entonação especial para as partes principais do livro uma vez que já tem conhecimento prévio da história ( no caso da história ser contada a partir de um livro).

Sempre fazer contato visual com o ouvinte pois isso traz proximidade da história e de você.

Outra técnica muito importante é a expressão corporal, seu corpo fala por você, por isso use e abuse de expressões faciais, de entonações vocais, movimentos com o corpo, dando assim características específicas para cada personagem da história como por exemplo se houver uma criança na história (fale com a voz mais meiga, mais engraçadinha), se for um personagem adulto ou bravo fale com a voz mais grave, esses detalhes irão trazer mais riqueza para a história que está sendo contada.

Incremente a contação de histórias com elementos diversos como: instrumentos musicais, fantoches, sombras, fitas, barbantes, bambolês e tantos outros recursos lúdicos que chamem a atenção da criança sendo inseridos ao longo da história, certamente prenderá a atenção das crianças por mais tempo.

Crie um ambiente que favoreça o imaginário da criança e a envolva na história como por exemplo, faça uma cabana com lençóis e leiam dentro da cabana ou leia embaixo das cobertas com o auxílio de uma lanterna, ou façam a leitura no pátio de casa sentados na grama envolto de uma fogueira, etc.

As histórias podem ser contadas a partir da utilização de livros infantis ou através de narrativas do próprio contador com o recurso de um livro ou não. Crianças amam histórias….

Quando terminar a leitura, faça perguntas as crianças ao longo da leitura, pois manterá as crianças engajadas e participantes ativos da história e discuta a moral da história no final para ver o quanto elas entenderam da história que foi contada.

Essas dicas irão cooperar para que o momento de leitura não seja enfadonho e sim divertido e aguardado pelas crianças, um momento de prazer, alegria e diversão. Boas histórias!

A história dos três porquinhos ( um clássico, com uma boa moral para trabalhar com as crianças)

Três porquinhos viviam em uma floresta com a mãe. Quando cresceram, decidiram morar sozinhos. Cada uma deles, resolveu construir sua própria casa na floresta. No entanto, a mãe dos três porquinhos avisou:

– Tenham muito cuidado, pois na floresta vive o lobo mau, e eu não vou estar lá para proteger vocês.

– Sim mamãe! – Responderam os três porquinhos.

Os porquinhos procuraram um bom lugar para construir as casas e, assim que encontraram, cada um começou a construção. O porquinho mais novo, que só pensava em brincar, construiu a sua casa de maneira rápida e desleixada, usando apenas palha. O porquinho do meio, que também queria brincar com o mais novo, reuniu alguns pedaços de paus e depressa construiu uma casa de madeira. O porquinho mais velho, que era o mais maduro, se lembrou do conselho da mãe e pensou:

– Vou construir a minha casa de tijolos. Assim terei uma casa muito resistente para me proteger do lobo mau.

O porquinho mais velho foi o que demorou mais tempo a construir a casa mas, no fim, estava muito orgulhoso dela, e só aí se juntou aos seus irmãos para brincar. Um certo dia, quando estavam brincando alegremente, apareceu o lobo mau:

– Olá! Vejo três deliciosos porquinhos à minha frente.

Ao verem o lobo mau, fugiram, cada um para a sua casa. O lobo, que estava cheio de fome, chegou ao pé da casa do porquinho mais novo e disse:

– Saia daí porquinho! Se não sair, vou destruir a sua casa de palha.

E vendo a casa de palha à sua frente, soprou tão forte, que fez a casinha ir pelo ar!

O porquinho assustado correu para a casa do irmão do meio, que tinha uma casa de madeira.

Quando o lobo chegou, gritou:

– Eu estou com tanta fome que vou comer os dois porquinhos.

E com dois sopros, conseguiu destruir facilmente a casa de madeira.

Os dois porquinhos mais novos correram apavorados para a casa do irmão mais velho, que tinha construído uma casa de tijolo.

O lobo, vendo que os três porquinhos estavam todos numa só casa, exclamou, louco de alegria:

– Estou com tanta fome, que vou comer os três porquinhos de uma vez.

Então, o lobo encheu o peito de ar e soprou com toda a força que tinha, mas a casinha de tijolos não se mexeu nem um bocadinho. Aliviados, os três porquinhos saltaram de alegria. Mas o lobo não desistiu, e disse:

– Não consegui deitar a casa de tijolos abaixo nem derrubar a sua porta mas eu tenho outra ideia… esperem que já vão ver! E começou a subir o telhado, em direção à chaminé.

Os porquinhos mais novos ficaram aflitos, mas o mais velho, que era muito esperto, colocou no fogão, por baixo da chaminé, um grande caldeirão de água a ferver. O lobo, ao entrar pela chaminé, caiu no caldeirão de água quente e queimou o rabo, fugindo o mais rápido que podia para o meio da floresta. Os dois porquinhos agradeceram ao seu irmão mais velho, e aprenderam a lição. Deste lobo mau, nunca mais se ouviu falar…

(História tirada do site: https://www.pensador.com/historia_dos_tres_porquinhos/)

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