Amamentação prolongada ganha mais força com pesquisa realizada

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É incrível dizer isso, mas o Brasil é referência mundial quando o assunto é amamentação. Uma revista médica britânica publicou recentemente nossos avanços em políticas de incentivo ao aleitamento materno e também nossos resultados estatísticos.

Digo que é incrível porque ainda nos surpreendemos com relatos de mulheres que não quiseram amamentar, que foram mal instruídas em instituições de saúde ou que sofreram preconceitos ao amamentar em público. Uma boa parcela de mulheres que sofrem críticas são aquelas que decidem prolongar o período de amamentação com a falsa alegação de que o leite materno para uma criança maior não tem nenhum benefício nutritivo. OI?? Eles tiraram essa idéia da onde?

O leite materno é quase um “ser” mutante dentro do corpo da mulher. Já falamos da sua riqueza e poder outras vezes, e como ele é capaz de mudar sua composição para atender as necessidades do bebê conforme sua idade e necessidade. Gente, vou repetir: ele muda. Ele não é o mesmo leite que o bebê mama assim que nasce, nem será o mesmo depois da amamentação prolongada, mas ainda assim, alimentará conforme as necessidades da criança naquele momento da vida dela.

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O orgulho brasileiro na amamentação

Enquanto não podemos impedir que outras pessoas sejam preconceituosas e enxeridas, vamos nos valer do nosso orgulho de carregar o leite materno no peito, e nos orgulhar do reconhecimento mundial.

Respira fundo para a injeção de orgulho:

Em 1986 apenas 2% dos bebês de até seis meses eram alimentados por aleitamento exclusivo no Brasil. Em 2008 essa taxa saltou para 41%!

A média do tempo de amamentação era de 2 meses em 1974, e em 2006 subiu para 14 meses.

Lei da Amamentação (Lei nº 11.265 de 2006) está vigente e regulamenta a comercialização de produtos para lactentes e crianças na primeira infância, além de certificar hospitais como “Amigos da Criança”.

Temos o maior banco de leite do mundo, e seu modelo de distribuição já foi copiado por mais de 25 países.

Para se ter uma idéia, a taxa de aleitamento materno no Reino Unido é de apenas 1% das crianças. A estatística diz que 1 criança a cada 12 que são amamentadas até os 12 meses nos países ricos, enquanto no Brasil e em países tidos como pobres, essa proporção é de 1 criança para cada 3.

Mas se você não quer ir procurar esses dados em uma revista britânica, o que eu acho bem justo considerando que esse tipo de valorização deveria ocorrer aqui no nosso país mesmo, eu te dou outro dado, e dessa vez bem brasileirinho!

Pesquisadores da Universidade de Pelotas no Rio Grande do Sul estudaram o desenvolvimento de 3500 crianças nascidas em 1982 e amamentadas de diversas maneiras. Aquelas que tiveram a amamentação prolongada tiveram desempenho intelectual e QI mais elevados, mesmo considerando questões sociais e até o uso de cigarros durante a gravidez (aliás, se você quer um empurrãozinho para largar o cigarro, leia essas dicas sinceras para parar de fumar na gravidez).

A relação da amamentação prolongada e o QI mais elevado das crianças já era estudado, assim como a menor incidência de obesidade infantil, diabetes e pressão arterial.

Além disso tudo, é preciso lembrar que a amamentação também é um reforço das relações humanas. Uma criança que tem o período de amamentação prolongada não está sendo impedida de amadurecer e ter mais autonomia. A amamentação prolongada não impede que outros alimentos sejam inseridos, aliás, ela não impede absolutamente NADA!

Se você é à favor da amamentação prolongada, se você participa de “mamaços” ou tem uma vizinha chata que torra sua paciência falando para você parar de amamentar seu filho, compartilhe esse texto e ajude a colocar um ponto final nas críticas!

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