Clique aqui para acessar nosso canal no WhatsApp

Cinta pós-parto: Funciona? Quando usar? Quais os cuidados?

Cinta pós-parto são muito usadas, porém, elas geram muitas dúvidas entre as mães. A seguir, vamos esclarecer todas essas questões.

A cinta pósparto é um importante utensílio para as novas mamães, pois ajuda o corpo a se reorganizar, diminui o inchaço e, no caso das mulheres que passaram por uma cesárea, garante mais segurança para se movimentar. Ao contrário do que muita gente pensa, essa cinta não serve para emagrecer ou voltar a ter o corpo que tinha antes da gestação.

Para que serve a cinta pós-parto?

A função principal da cinta pós-parto é garantir maior firmeza à região abdominal, que depois do parto pode dar a sensação de estar mais “solta” ocasionando desconforto. Outra vantagem é aliviar as dores nas costas que algumas mamães podem sentir. A cinta pós-parto faz um ajuste de postura, diminui a tensão muscular e por isso faz a mulher andar mais ereta.

Embora seja bastante útil para as mulheres, há situações em que a cinta pós-parto não é recomendada ou que necessita de cuidados especiais. Veja só:

Quem fez parto normal deve usar a cinta?

Os médicos costumam aconselhar as mulheres que passaram por parto normal a não usar cinta pós-parto a cinta no 1º mês após o parto. Como a recuperação da região abdominal para essas mães é mais rápida, a peça não faz tanta falta nesse período. Mas pode ser usada normalmente depois disso.

Qual cuidado deve se ter caso tenha alguma inflamação (para quem fez cesárea)

Se a mamãe que fez cesárea notar inflamação ou sangramento acima do normal na região, ela não deve utilizar a cinta. A barriga precisa ficar arejada para se recuperar da cirurgia.

Quando começar a usar a cinta pósparto?

Nos primeiros dias após o parto a nova mamãe pode ficar com prisão de ventre e gases acima do normal. Por isso, é indicado usar a cinta apenas depois que o intestino for regularizado, evitando assim desconfortos desnecessários.

Que tamanho escolher?

Usar cinta com tamanho menor com o intuito diminuir a barriga não é eficaz e ainda pode impedir a contração natural dos músculos e causar flacidez abdominal. O mais indicado é escolher uma peça com o tamanho exato que precisa. Para quem não sabe o seu número exato, as lojas costumam disponibilizar uma tabela com as medidas e a cinta correspondente.

Veja algumas vantagens e desvantagens em utilizar a cinta pós parto:

Vantagens

  • Para a mãe que faz cesárea a sensação é que tudo está solto dentro do abdômen por isso usar a cinta é bom pois traz uma sensação de mais firmeza no abdômen, proporcionando mais segurança para a mamãe realizar as tarefas cotidianas;
  • Ajuda com que a mamãe mantenha a coluna ereta (aliviando assim as dores na coluna e melhorando a postura) o que pode ser um pouco difícil no começo, devido ao peso que a barriga tinha;
  • Ajuda significativamente a melhora da autoestima da mamãe;

Desvantagens

  • Modelos muito apertados podem acarretar problemas de saúde como a má circulação, por isso cuidado na hora da compra, compre do tamanho certo;
  • Não ajuda o abdômen a voltar ao normal como você gostaria;
  • Pode dificultar a cicatrização da cesariana e até causar infecções, uma vez que não proporciona que o local fique devidamente arejado.

Modelos de cinta pós-parto

Existem vários modelos de cinta pósparto. Alguns modelos são semelhantes a uma calcinha só que mais alta, enquanto outros vão desde a região do peito até as pernas. É importante notar também que algumas cintas permitem amamentar com mais facilidade. É importante conhecer os vários tipos antes de escolher o mais adequado.

Quanto custa uma cinta pós-parto

Tudo é questão de pesquisar o modelo que mais lhe agrada. O preço da cinta pós-parto varia bastante, você encontra desde R$ 30 até modelos de R$ 300, dependendo da marca e modelo que você for comprar. Existe várias marcas de cinta pós-parto como yoga, my lady, esbelt, liz ou demillus, por exemplo.

Até quando usar cinta pós-parto?

A cinta pós-parto pode ser usada por até 3 meses, à partir dessa fase a nova mamãe já pode praticar exercícios para fortalecer especificamente os abdominais, e o uso da cinta poderá prejudicar o fortalecimento dessa musculatura.

Você ficou ainda com alguma dúvida sobre o usar ou não usar cinta pós-parto?

Confira abaixo o texto da especialista Vanessa Guará sobre cinta pós-parto, postado lá no Instagram (@dermatomae). Ela é especialista em estética médica na gravidez e pós-parto.

“Muitas mulheres referem a sensação de que tudo ficou “solto” dentro da cavidade abdominal no pós-parto. E de fato, ainda que com outros termos técnicos, é isso que acontece mesmo! Ocorre porque a mulher passa por um processo chamado de involução uterina (o útero vai diminuindo gradativamente até voltar ao seu tamanho normal) e os órgãos abdominais, que estavam afastados para dar espaço ao útero aumentado, retornam ao seu lugar de origem de forma gradativa.

Esse incômodo varia de mulher para mulher e o uso da cinta pós-parto é válido para aquelas que sentem necessidade, pois dá a sensação de abdome mais firme e aumenta a segurança e autoestima no pós-parto.

Mas, ao contrário do que muitas pensam, a cinta pós-parto não ajuda o abdome a voltar ao normal mais rápido. Seu uso seria apenas para fins estéticos (afina a silhueta) e de conforto para a paciente.

Via de regra, o uso da cinta não apresenta contra-indicação, mas é sempre bom ouvir a opinião do seu obstetra, pois cada caso apresenta particularidades. No caso da cesariana, por exemplo, cintas que cobrem a ferida operatória podem prejudicar a cicatrização de pontos inflamados, por deixar o ambiente abafado e úmido.

É importante escolher o tamanho correto da cinta, sempre confortável e com compressão média. Nada muito forte,para não prejudicar a circulação.

Evitar o uso nas primeiras 48h pós-parto, pois isso pode prejudicar as evacuações. O intestino precisa desse tempo p/ voltar a funcionar normalmente.

Na minha opinião como médica, o uso por até 30 dias é mais que suficiente! Claro que a mulher pode usar um pouco mais (ou menos), tudo é muito subjetivo. Converse sempre com seu médico e procure tirar todas as suas dúvidas.”

 

close