Parto e a Ocitocina – Um hormônio chamado amor

Imagem: Pinterest

Quando falamos sobre ocitocina algumas pessoas imediatamente associam com o parto ou mais especificamente a indução do parto ou liberação da placenta a partir do uso de ocitocina sintética, e esquecem que nosso corpo (inclusive dos homens) produz uma boa quantidade de ocitocina e que ela serve para muito mais do que ajudar no parto.

A ocitocina também é chamada de hormônio do amor, do aconchego, de ligação e da confiança. Porque será?

A ocitocina é produzida principalmente no hipotálamo, um pedacinho do cérebro que liga o sistema nervoso ou sistema endócrino. Poxa vida, o hormônio do amor produzido no orgão mais “racional” do nosso corpo, é isso mesmo? É isso mesmo! Logo de cara você percebe o quanto ele é especial.

E antes mesmo de chegar lá no parto, a ocitocina já demonstrou em nossas vidas diversas vezes seu poder sob nossos corpos. Por exemplo, toda vez que abraçamos alguém ou damos “três beijinhos” (dois ou um, dependendo em qual lugar do Brasil e do mundo você estiver!), nosso corpo libera uma pequena quantidade de ocitocina, apenas pelo contato pele à pele. Aí você pensa: O povo brasileiro é caloroso, abraça todo mundo ao conhecer, enquanto o resto do mundo balança as mãos. Agora me diz, o que mais se diz à respeito dos brasileiros? Que somos um povo feliz! E eu complemento dizendo que somos um povo cheio de ocitocina!

O toque já libera a ocitocina, imagina então quando esse toque é no nosso grande amor da vida? Aí a ocitocina rola solta, inclusive quando o toque evoluiu para uma atração sexual, um namoro e depois de um tempo, para um bebê à caminho.

Imagem: Mommypotamus
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E aí chega o dia do parto!

Depois da ocitocina nos acompanhar em todo o relacionamento, consolidando nosso amor e nossa relação de confiança com nosso parceiro, a ocitocina entra no campo do parto ajudando a regular as contrações e também “anestesiando” a mãe, pois ao invés da dor ficar registrada por completo, na mente e no corpo, a ocitocina faz com que a mãe ame aquele momento como nenhum outro em sua vida. Um amor tão grande que a faria ter outras experiências como aquela.

Imediatamente depois do parto a ocitocina faz com que o corpo contraia o útero para liberar a placenta e estancar a hemorragia, e também faz com que os laços mãe e filho e pai e filho sejam estabelecidos para a vida. Ela também faz com que a produção de leite seja desencadeada através do estímulo da sucção, inclusive em mulheres não parturientes (leia sobre a translactação no link e saiba o porquê).

O fato é que nosso organismo por si só já produz uma série de soluções para nossas vidas, seja fisica ou emocionalmente falando. É pensando em todos os efeitos que a ocitocina tem no nosso corpo que conseguimos pensar nos efeitos emocionais do toque de forma ampla. Porque abraçar nosso cachorrinho nos deixa feliz, porque grupos de apoio e células de grupos religiosos possuem resultados tão gratificantes para as pessoas.

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Alguns cientistas dizem que a ocitocina é o que nos torna humanos, e acho que essa é a forma cientificamente correta de dizer que o que nos torna humanos é o amor, afinal de contas, ela é o hormônio do amor!

 

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