Translactação: A amamentação estimulada por amor

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Hoje vamos falar de amamentação, mas antes preciso comentar. Se você já está acompanhando meus posts aqui no Sou Mãe à mais tempo, já deve ter percebido que eu tenho verdadeira adoração pelos hormônios femininos e seus efeitos no corpo, e olha que não é minha especialidade ou formação.

Mas eu realmente acho magnífico e mágico o que o corpo da mulher é capaz, que me desculpem os homens.

Você já deve ter ouvido na forma de brincadeira que mulheres que trabalham juntas por muito tempo tendem a ficar com os ciclos menstruais alinhados. Mas não é brincadeira, estudos comprovam que são os feromônios exalados pelos nossos corpos que comunicam entre si e fazem os ciclos menstruais naturais, ou seja, sem interferência de anticoncepcionais, diminuírem ou acelerarem até que aja uma sintonia entre as mulheres de um mesmo grupo constante.

Isso é muito louco!

E de tão louco e poderoso que é nosso corpo, não é de se estranhar que mulheres consigam estimular a amamentação mesmo depois de muito tempo sem contato pele à pele com seus bebês, como é o caso dos bebês prematuros que precisam ficar um tempo na incubadora.

Eu leio milhares de relatos de parto, e já vi casos em que as duas mães do bebê conseguiram amamentar, a que gestou o bebê e a sua esposa. E em muitos desses relatos, a translactação ou a relactação foram uma ferramenta poderosa para fazer tudo isso acontecer.

O que é translactação e o que é relactação?

As duas tem o mesmo objetivo, estimular a amamentação. Porém, a translactação usa somente o leite materno armazenado em outro momento. A relactação usa as fórmulas de leite para auxiliar no processo de estímulo à produção de leite natural.

A produção de leite pelo nosso organismo está associada ao estímulo da sucção do bebê, mas também tem seu fator psicológico. Em casos extremos de necessidade, o desejo de amamentar é tão forte, que o corpo responde ao sinal.

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Como fazer a translactação na amamentação?

A translactação deve ser feita através de uma sonda nasogástrica que é facilmente encontrada nas farmácias e deve seguir os seguintes passos:

  1. Fazer a ordenha manual ou mecânica e armazenar corretamente o leite materno
  2. Antes de iniciar a amamentação, ferver o equipamento para esterilizar
  3. Posicionar a sonda acima do peito para que o leite flua mais naturalmente e a ponta da sonda próxima ao bico do seio, aonde o bebê sugará as duas fontes. Usar uma fita crepe para ajudar a segurar a sonsa se necessário
  4. Após a mamada, lavar bem a sonda e guardar em local apropriado. Trocar de acordo com as recomendações do fabricante, do pediatra ou após 2 semanas de uso.

O aumento ou o reinício da produção de leite vai ocorrer em média duas semanas após o início da translactação. Nesse período, é importante não oferecer a mamadeira para o bebê, fazendo todas as mamadas através do método.

Quanto menor for o bebê, mais fácil será a adaptação à sonda. Os maiores tendem a querer mexer na sonda ou sugar diretamente dela. A quantidade de leite à ser oferecida na amamentação com sonda também deve ser compatível com a idade do bebê.

E com isso, fechamos mais um capítulo das coisas maravilhosas que o corpo da mulher faz! Se você ainda está tentando engravidar, se abrace. Se você já está grávida, se abrace. Se você já engravidou e está com a auto-estima baixa porque não voltou ao corpo, leia este POST sobre o corpo depois da gravidez e se abrace também! Se abrace por todos os motivos porque não é preciso ser mãe para ter super-poderes. É preciso ser mulher! E eu tenho muito orgulho disso! E você?

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