Privação após nascimento de filho – realmente acontece?

nascimento do filho
Imagem: Assessoria Previdenciária

Mãe compartilha sua experiência como recém-mãe! Será que existe privação após o nascimento de um filho?

A gravidez já é uma experiência única, mas depois do nascimento da criança a mulher entra em contato com outro mundo de intensas transformações.

Aquela gestante cheia de planos e dúvidas agora precisa lidar com a maternidade como ela é. De maneira concreta, seu bebê chegou, é o novo membro da família e demanda todo o cuidado.

Em geral as gestantes se preparam muito para o momento do parto e pouco para os desafios após o nascimento do bebê.

Mesmo quando a gravidez é desejada, a mãe pode passar por conflitos internos sobre todas as suas novas responsabilidades. Foi o caso da empresária Alessandra Lima, que criou o kit extensor de calça para gestante e que inicialmente ficou assustada quando sua ficha caiu.

Alessandra ficou grávida aos 36 anos, fruto de um casamento de 9 anos, em um momento que considerava ideal para a gravidez. Mas, ainda assim, teve que superar alguns transtornos.

“Me dei conta de que um serzinho ia depender de mim para tudo, não só em relação às necessidades essenciais, mas também sobre sua educação, formação de caráter”. “Honestamente, tive receio de não dar conta. Mas, depois, isso passou”.

Alessandra Lima

No famoso período de pós-parto, que também é conhecido como puerpério, a mulher precisa de uma atenção especial. Do nascimento até os 40 dias do recém-nascido, a prolactina – hormônio que estimula a produção do leite –, causa uma leve e passageira depressão, chamada de baby blues.

Confira também: Baby Blues, como identificar

Baby blues é a tristeza materna. A mulher fica chorosa, introspectiva e com toda a sua atenção voltada para o filho. Muito fragilizada, a mãe pode passar a ter o medo ilusório de que qualquer mal possa acometer seu rebento.

“Eu vivi isso, e além de todos os receios do período, ainda tive muito medo dela ter algum problema de saúde. Pirava com tudo”.

Alessandra Lima

Sabia que toda essa sensibilidade tem um motivo? Aquele momento é único, uma fase de conexão inexplicável entre mãe e filho, então o nosso corpo faz a sua parte para garantir que a mãe dedicará todo aquele tempo para o seu neném. 

Mas, é importante lembrar que nesse momento em que a mamãe está entendendo as sutilezas da maternidade, ela se sinta compreendida e cuidada pela sua rede de apoio. A sua vida acaba de mudar (do dia para a noite) para sempre e essa mãe já está passando pela privação do sono, da liberdade, e o ideal é que ela não se sinta invadida ou julgada.

“A maternidade não é fácil, tudo mudou de ponta cabeça. A privação do sono foi o pior’.

Alessandra Lima

Alessandra (como várias outras mulheres) precisou ter paciência para passar por esse período de adaptação no puerpério.

“Ela dormia bem pouco e chorava muito, eu ficava cansada e nervosa, sem saber o que fazer. eu não saía de casa para nada, só para ir ao pediatra”.

Alessandra Lima

A rotina da mãe enquanto ainda amamenta o bebê costuma ser um árduo trabalho. Alessandra, por exemplo, amamentou Alice até os seis meses e meio (tem que mães que seguem amamentando por mais tempo ainda) então em todo esse período ela teve que se adaptar a alimentar a filha em livre demanda (em qualquer horário que a bebê quisesse mamar).

“Depois da mamada ainda tinha que ficar com ela no colo por meia hora, porque ela tinha refluxo. Daí trocava a fralda e quando via já estava na hora de mamar de novo. A exaustão impera, então sempre que tinha um tempo livre preferia descansar”.

Alessandra Lima

Esse período tortuoso de incertezas e mais transformações passa, para dar lugar às preocupações das novas fases que passamos, mas além de focar no agora para conseguir passar bem por todas as fases, é importante que a mulher conte com uma rede de apoio eficiente para ela.

Isso pode variar de um caso para o outro, mas em geral, seus médicos, a família e amigos podem fazer toda a diferença.

Confira também: Veja como o pai pode ajudar no pós-parto

“Minha obstetra e minha pediatra foram muito importantes na maternidade, muitas vezes quem está próximo está muito envolvido emocionalmente e pode não conseguir ajudar muito, independente da vontade”.

Alessandra Lima

Mas além das profissionais, Alessandra conta ainda quem foi fundamental para a sua transformação materna e nas fases em que teve que lidar com todas as privações.

“Minha mãe estava sempre pronta para dar uma força de todas as formas. Ficava com a Alice para que eu pudesse dormir, tomar banho, ir à farmácia. Foi fundamental tê-la ao meu lado, mãe é mãe sempre, até quando já é avó”.

Alessandra Lima

Filhos são uma responsabilidade para toda a vida, e assim como dizer o famoso ditado “ser mãe é padecer no paraíso”, teremos sempre que lidar com as dores e as delícias de escolher nos tornarmos parte tão importante da vida de outra pessoa.

Mas, será que existe um conselho que pode ser dado por uma mãe experiente para outra que está planejando a maternidade? Nós pedimos para a Alessandra, que já está nessa jornada há 8 anos, nos ajudar nessa difícil tarefa:

“Tenha filhos só quando você quiser e não só porque a sociedade nos impõe certos papéis. E não deposite suas expectativas na criança, ela não pode lidar com tudo isso”.  

Alessandra Lima

E você, como foi sua experiência após o nascimento do filho?

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