Principais questões do puerpério (período de resguardo no pós parto)

puerpério
Imagem: Clinica Alira

Tudo o que você precisa saber sobre o Puerpério

As consequências do puerpério podem ser amenizadas por meio de técnicas e produtos

Geralmente, conhecido como pós-parto, o Puerpério é o período de resguardo que a mãe tem após o nascimento do bebê. Esse período se inicia imediatamente após o parto, após a saída da placenta, e pode durar até 6 semanas, (42 dias). Por se tratar de um momento de recuperação da mamãe, é necessário que parentes e pessoas mais próximas tenham uma atenção redobrada sobre ela, afinal é o momento aflorado da pós-gestante.

Durante o puerpério, a mãe pode sofrer diversas consequências fisiológicas e hormonais, pois estão voltando ao corpo normal. Segundo a obstetra e ginecologista, Dra. Beatrice Nuto Nóbrega, “nesse período o útero aumentado na gestação vai involuindo, diminuindo, e a ferida no seu interior deixada pela saída da placenta vai cicatrizando, a medida que o sangramento pós-parto também vai reduzindo e o colo do útero vai se fechando”. Além disso, voltado para a questão do hormônio feminino, a obstetra explica, “também observamos a queda do hormônio da gravidez, o hCG, e o aumento da prolactina, relacionado à amamentação”. A prolactina é o hormônio que estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias e o aumento das mamas.

Outro problema bastante comum entre as mulheres na condição de pós-gestante é a constipação intestinal, ou mais popularmente falando, a prisão de ventre. Na verdade, a prisão de ventre acomete o intestino da mulher já desde a gravidez. Isso se motiva, devido ao excesso do hormônio progesterona, responsável por uma lentificação no trânsito intestinal. O hormônio ainda pode gerar retenção de gases.

Em alguns casos, essa condição do intestino ainda pode piorar após o parto, principalmente quando há manipulação cirúrgica no abdômen, nos casos de cesárea, ou devido a desidratação ou restrição de movimentação da mãe. Nestas situações, o médico vai orientar para que a paciente beba muito líquido e caminhe com auxílio o mais breve possível. Isto porque no pós-parto muitas mulheres ficam receosas de ir ao banheiro com medo de prejudicar os pontos. Entretanto, regularizar o hábito intestinal é importante, não vai atrapalhar a cicatrização, e o medo nessas horas podem atrapalhar ainda mais.


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Algumas dúvidas sobre o puerpério:

Não manter a cicatriz aparente

Dra. Beatrice listou itens importantes para tratar de forma correta a cicatriz e evitar as tão que temidas quelóides.

Primeiramente, ela indica que seja feita a higiene local operatória, pois a infecção na ferida prejudica a cicatrização. É preciso lavar a ferida sempre com água corrente e sabonete, deixando-a sempre limpa e seca. Para deixar cada vez mais a cicatriz com uma aparência mais discreta, no mercado existem diversos produtos que auxiliam nisso, como fitas de silicone e pomadas para evitar as cicatrizes hipertróficas. Mesmo se essas medidas inicialmente não derem certo, existem muitos procedimentos dermatológicos, como infiltrações com medicações e laser que podem ajudar.

Pós-gestantes podem fazer atividades físicas, mas depende

De acordo com Beatrice, realizar atividades físicas é algo fundamental para o bem estar desta mãe, principalmente para aquela que não teve complicações. Assim, ela podem se exercitar durante e após gestação. Esporte ajuda a manter o tônus muscular e a capacidade física. Auxilia no controle do ganho de peso, reduz risco de diabetes gestacional em mulheres obesas e melhora a sensação saudável. O retorno da mulher aos exercícios após o parto depende do tipo de parto e da presença, como dito antes, de complicações.

Em geral, segundo a doutora, “mulheres depois do parto normal podem retomar suas atividades físicas mais precocemente, após dias do parto vaginal sem complicações, enquanto mulheres após cesárea podem necessitar aguardar pelo menos 30 a 40 dias”.

Procedimentos estéticos melhoram o bem estar da mulher

A técnica de drenagem linfática é muito recomendada para os casos de inchaço e edema, pois ajudam na recuperação materna. O uso de protetores solar e hidratantes ajudam a evitar o surgimento de manchas e estrias durante e depois da gravidez.

Técnicas que podem ser feitas depois de um ou dois meses, a médica recomenda massagem modeladora, procedimentos a laser e radiofrequência. Outros tratamentos mais invasivos, como peelings químicos, uso de substâncias clareadoras e procedimentos no corpo como estimulação russa só podem ser feitos após o fim da amamentação.

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